45º aniversário do meu pai
Isabella Proença
domingo, abril 24, 2016
83
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim.
Dia 21/04 foi aniversário do meu pai, mas só o vi ontem (23/04) e hoje venho falar um pouco sobre tudo.
Estava esperando o momento certo para publicar sobre o meu pai, mas quem me acompanha nas redes sociais já deve ter uma ideia do que ele representa pra mim.
Esse será, sem dúvidas, um dos posts mais especiais do blog.
Quando minha mãe estava no
hospital e o médico tentou os convencer a interromper a gravidez por haverem riscos,
meu pai não desistiu de mim: “Eu quero o meu filho”.
Quando eu nasci, ele não
conseguiu conter as lágrimas ao me olhar no berçário – ainda que tivesse
desejado um menininho.
Quando fiz 5 anos e minha mãe foi
morar na Europa, ele sequer cogitou a possibilidade de me deixar com algum
parente. Casou novamente e me priorizou: “Quem me quiser tem que querer a minha
filha”.
Durante a minha infância e a do
meu irmão, foi um pai amoroso, presente e sempre se esforçou para nos dar tudo
o que precisávamos e queríamos.
Lembro que eu o abraçava forte quando
ele chegava do trabalho e ficava de olhos abertos pois queria que aquele
momento fosse eternizado na minha memória.
Eu não sabia nada sobre a vida,
tampouco sobre as coisas que haviam acontecido comigo, mas o meu amor por ele
já era imensurável.
Na minha pré-adolescência ele se
separou da mãe do meu irmão e nós dois passamos a morar sozinhos.
Como um pai lida com uma menina
pré-adolescente sem uma mãe para auxiliá-lo? Ele lidou com maestria.
Quando arrumei o meu primeiro
namoradinho – aos 14 anos – ele morreu de ciúmes, mas nunca me proibiu de nada:
“Se ele gosta mesmo de você tem que vir falar comigo, filha minha não vai
namorar na esquina”.
Quando falei sobre outro namoradinho
de escola – aos 15 anos – e o apresentei, a primeira coisa que ele me disse foi: “Sabe
que não é com ele que você vai se casar, né?” Fiquei chateada e ele completou: “Filha,
se você não quer casar com um pessoa, não tem porque namorar com ela. Quem não
quer casar, não namora.” E ele estava – como sempre – certo.
O decepcionei muito em relação
aos estudos no ensino médio e a minha rebeldia típica de adolescente, mas ele
nunca deixou de confiar e demonstrar o seu amor por mim e isso fez com que eu o
admirasse ainda mais.
Aos 16 anos ele permitiu que eu
conhecesse pessoalmente meus amigos virtuais e me levou até eles. Na época eu
não percebi, mas hoje vejo o quão cuidadoso e sensível ele foi, pois poderia simplesmente não ter permitido que eu os encontrasse.
Comecei a namorar um desses
amigos (o namoro até hoje) e ele, por me conhecer melhor do que
ninguém, percebeu sem que eu dissesse, permitiu sem que eu pedisse e marcou um
encontro com meu namorado para deixar tudo claro e oficializado: “Cuida da minha filha,
hein”.
Em 2013 ele se casou novamente e disse que finalmente poderia me dar uma família de verdade e eu achei isso a maior bobagem do universo: Eu
e ele sempre fomos uma família “de verdade”, nunca precisei de ninguém além
dele – e do meu irmão – para me sentir grata, completa e ser feliz.
Nos mudamos para uma casa maior e
mais bonita. Antes eu contava os dias para que isso acontecesse, mas quando aconteceu senti um vazio enorme e a falta dos nossos dias juntos na casa
antiga foi indescritível. Éramos só nós dois, sabe? Me arrependo de ter desperdiçado boa parte
dessa época reclamando e brigando com ele – estando obviamente errada em todas essas discussões.
Apesar de tudo nunca nos
afastamos e meu amor por ele só aumenta a cada dia. Quando penso que não posso
o amar mais, ele me surpreende de alguma forma. É incrível saber que tenho
alguém com quem posso contar sempre!
Hoje tenho 20 anos e recentemente sofri um aborto. Já namoro há quatro anos,
mas estava morrendo de medo da reação dele e, mais uma vez, ele fez jus ao
posto de melhor pai do mundo.
Não consigo não me emocionar ao
lembrar da preocupação dele, do cuidado, do carinho, da compreensão. Em nenhum
momento ele me julgou ou apontou o dedo pra mim.
Ele foi me ver no hospital pois fiquei internada e, quando fui pra casa, conversamos pessoalmente. O que ele me disse foi: "Você tem que se cuidar, filha. Se o bebê viesse seria muito amado, mas Deus sabe o que faz. Você e o Léo têm que ser mais responsáveis, estamos vivendo uma época de inúmeras doenças." Achei lindo o fato dele ter relacionado a responsabilidade com as doenças. Penso no maravilhoso avô que ele seria – e será um dia.
Ele foi me ver no hospital pois fiquei internada e, quando fui pra casa, conversamos pessoalmente. O que ele me disse foi: "Você tem que se cuidar, filha. Se o bebê viesse seria muito amado, mas Deus sabe o que faz. Você e o Léo têm que ser mais responsáveis, estamos vivendo uma época de inúmeras doenças." Achei lindo o fato dele ter relacionado a responsabilidade com as doenças. Penso no maravilhoso avô que ele seria – e será um dia.
Ele é a minha base, meu suporte, meu herói, meu maior exemplo, meu melhor amigo e o amor da minha vida. Tenho muito orgulho de ter o sangue dele correndo pelas minhas veias e de carregar seu sobrenome.
Meu pai, o Léo e eu fomos ao Via Brasil almoçar e assistir um filme em comemoração ao aniversário dele, o Lucas não foi porque tinha ido viajar com sua mãe – e fez falta.
Como escrevi na legenda da foto que postei no facebook, estar com o meu pai é renovar as energias e reforçar minha gratidão e a certeza de que tenho o melhor pai do mundo.
Nossa casa é em Belford Roxo e atualmente estou ficando no Centro do Rio de Janeiro (na casa do Léo) por causa do meu trabalho, então temos nos visto pouco ultimamente.
Como também escrevi na legenda do facebook, ia tampar minha cara na última foto da cabine (meu paizinho anunciou que saiu da pose antes do flash e ficou com esse sorriso lindo, enquanto eu fui clicada com essa cara de pata), mas deixei porque ela traduz bem os momentos que estamos todos juntos.
É só alegria, risada, palhaçada, sorriso e amor. Me sinto realizada pelo fato do meu pai e meu irmão se darem tão bem com meu namorado.
Assistimos 'O Caçador e a Rainha do Gelo" e o filme é bem chatinho, meu pai disse que cochilou quatro vezes, porém algumas cenas são engraçadas e muita gente gostou. Talvez eu traga a resenha pra vocês.
Minha madrasta deu um celular ótimo pro meu pai e achei isso super legal pois ele estava precisando. O celular dele era literalmente o pior do mercado, não porque não havia dinheiro para comprar um melhor, mas sim porque ele achava que smartphone era tudo igual. Depois de três sofridos anos ele aprendeu bem a lição! Rs.
Eu comprei a camisa oficial desse ano do Botafogo pra ele, mas esqueci de entregar. Ainda está na embalagem da sedex (comprei pela internet), mas assim que eu der pra ele tiro uma foto e a coloco aqui.
Desejo ao meu pai muita saúde (quero que esteja comigo até os meus 90 anos de idade), paz, amor, dinheiro e fé. Que ele volte a ficar na palma da mão de Deus e não mais entre Seus dedos e que tenha a felicidade que merece.
Antes que vocês comentem: Eu sei que ele é lindo! <3
Feliz aniversário atrasado, bebê! Te amo infinitamente.
É isso, pessoal.
Até a próxima!





