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sábado, 22 de julho de 2017

Dia do Amigo #2

sábado, julho 22, 2017 6
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim.

Estava relendo minhas postagens antigas e me deparei com uma reflexão que fiz sobre a importância da amizade no dia do amigo do ano passado. Coincidentemente - ou não - essa publicação completa 1 ano hoje e recentemente aconteceram algumas coisas que me fizeram refletir novamente sobre o assunto. Não havia passado pela minha cabeça compartilhar o ocorrido com vocês, mas após esse flashback senti vontade.

Preciso começar dizendo que sou uma amiga horrível e não me orgulho disso. Não mudei absolutamente nada no quesito intensidade e acredito que sempre serei 8 ou 80, mas ainda que não possamos alterar quem somos podemos nos tornar versões melhores de nós mesmos e é isso que busco... Ou ao menos penso estar buscando.

A Maiara é minha melhor amiga há quase 8 anos e é graças a ela que o 'Me chama de Bella' existe (entenda). Durante 4 anos nossas casas eram extremamente próximas e nos víamos constantemente, mas em 2013 me mudei e - apesar de não ter ido pra longe - inevitavelmente nosso contato (presencial) foi afetado. 

Continuamos nos falando todos os dias, nos vendo quando podíamos e tudo bem! Nos afastamos realmente quando nossas vidas ficaram corridas de formas diferentes ano retrasado: ela prestes a casar e eu trabalhando e estudando no Centro do Rio (somos de Belford Roxo). Já namorava com o Léo na época e passei a ficar mais na casa dele do que na minha devido a proximidade, enquanto ela foi morar em Cabo Frio com o marido. 

Já existia whatsapp e nós duas tínhamos smartphones, mas não era a mesma coisa. Conhecemos pessoas diferentes, fizemos novas "amizades" e não participávamos mais do dia-a-dia uma da outra. Triste, porém natural. A questão é que não sabíamos que tiraríamos muitas lições dessa fase (que perdura até hoje) e que esses acontecimentos só fortaleceriam a nossa relação.

Quando ela casou assinei os papéis de testemunha. Quando perdi meus bebês ela deu seu jeito e ficou ao meu lado. Quando seus avós faleceram eu dei meu jeito e fiquei ao lado dela. Quando precisei ficar sozinha ela não entendeu e nem aceitou, mas me respeitou.

Aos poucos nos adaptamos a distância e as rotinas distintas e encontramos um equilíbrio. Retomamos o contato diário, ela voltou a morar em seu antigo endereço e descobrimos que apesar de sermos o oposto uma da outra, o laço que nos une é extremamente mais forte do que qualquer divergência que possuamos.

Porém somos dois seres humanos perfeitamente imperfeitos e há pouquíssimo tempo vacilei sem motivo algum. Sempre tenho alguma justificativa espetacular e argumento até a pessoa se desculpar pelo meu próprio erro, mas dessa vez sequer tinha um raciocínio lógico para seguir. I was just an asshole. E o que ela fez? Textão falando merda.

Sabe quando você lê algo e pensa: "fulano tem sorte de não estar na minha frente nesse momento"? Foi exatamente isso que passou pela minha cabeça. E o que eu fiz? Nada. Respondi: "ok" e basicamente não nos falamos mais durante duas eternas semanas (além dela ter me deletado de todas as redes sociais do planeta). Fiquei com muita raiva e meus dedos coçavam para enviar uma resposta à altura, mas tinha consciência que estava errada e se tem algo que não sou é injusta.

Decidi, então, aceitar. O ocorrido nada mais representaria do que o fim de um longo ciclo. Continuaria vivendo a minha vida enquanto ela continuaria vivendo a vida dela. Simples. Não me considero orgulhosa, mas não me importo com quase nada e pensei que deixar pra lá seria fácil... Wrong.

Optei por chamá-la pra conversar com o pretexto de esclarecer os acontecimentos e me surpreendi com minhas próprias palavras. Admitir uma falha é um exercício e tanto! Pensei que ela seria ríspida, mas também estava aberta e fomos capazes de solucionar nossos problemas e perdoar. 

Alguns dias depois fui visitá-la após 2 meses sem vê-la e confesso que estava receosa, mas ao chegar na casa dela percebi que não importa o que aconteça, nós somos sempre nós. Conversamos, rimos, comemos, tiramos fotos e por um momento voltei a ter 13 anos. 

Anteontem (20/7/17) foi de fato dia do amigo e ao pesquisar alguns textos sobre o assunto para homenageá-la, me deparei com este: 

"Amizade vai além do momento.
É comum ser amigo de contextos idênticos e se distanciar com os hábitos diferentes.
Quando você está solteiro, o normal é fazer cumplicidade com quem frequenta festas e não se apega a uma relação. Quando está casado, o normal é criar laços com outros casais e privilegiar jantares e viagens. Quando está com filhos, o normal é sair com quem também está conhecendo as manhas e as longas manhãs dos bebês.
Amizade verdadeira ultrapassa a normalidade e o oportunismo do convívio.
Estas nem são amizades verdadeiras, mas afinidades circunstanciais. São colegas de uma época, de uma fase, de um estilo. Acabam unidos provisoriamente por um gosto, circunscritos a uma vizinhança etária. Desaparecem diante de nossa primeira mudança, de nossa primeira transformação de personalidade.
Permanecem quando há um interesse imediato, um arranjo benéfico do cotidiano, e somem quando não existe mais uma desculpa para se ver e se ouvir. Dependem de um pretexto para se manter próximos.
Os conhecidos da academia ficarão no passado dos halteres assim que cansarmos dos treinos.
Os conhecidos da faculdade ficarão na lembrança do quadro ­negro assim que nos formarmos. Os conhecidos dos cursos de idiomas ficarão nos livros de exercícios assim que dominarmos uma nova língua.
Amigo mesmo é o que não experimenta uma fase igual e permanece junto. Quebra o espelho e não se machuca com os cacos.
Amigo mesmo é o que não tem filho e vem brincar com nossas crianças, não reclama dos gritos e dos choros e não diz que “pela trabalheira, não pensa em ser mãe ou ser pai tão cedo”. Não se justifica, está lado a lado qualquer que seja o cenário.
É aquele que se separou e não amaldiçoa nossa paixão recente. É aquele que não tem emprego fixo e não inveja o nosso sucesso. É aquele que não tem nenhum problema grave e escuta com paciência e atenção as nossas lamúrias.
Não é o de empatia fácil, feita de experiências semelhantes: só porque atravessa a fossa entende a nossa fossa, só porque transborda de alegria festeja a nossa alegria.
Amigo não dá nem para contar nos dedos, pois sempre estará segurando nossa mão." (Fabrício Carpinejar)

Ele (especialmente as frases em negrito) descreve com perfeição o que nossa amizade representa e o significado que ela tem para nós. Essa briga me fez perceber que a importância da Maiara na minha vida é muito maior do que eu imaginava e agora, mais do que nunca, tenho certeza que ela sempre fará parte dela.

Jamais desvalorize quem merece permanecer por perto.

Te amo, florzinha mais linda do meu jardim! 🌻 
E aos meus queridos e seletos amigos, deixo a postagem que fiz no Facebook:

"Quem me conhece sabe o quão desapegada sou. Quando faço uma amizade aviso de antemão que sou uma amiga horrível. Conquistar minha confiança e, principalmente, meu carinho é uma tarefa árdua, mas a partir do momento em que ela é concluída é QUASE impossível revertê-la. Conto meus amigos verdadeiros nos dedos e agradeço a Deus por, mesmo sendo uma pessoa extremamente complicada, continuar os tendo por perto. Obrigada por tudo! Os amo muito!"

Até a próxima! <3

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Dia do Amigo #1

sexta-feira, julho 22, 2016 4
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Será que ainda dá tempo de falar sobre o dia do amigo por aqui?! Anteontem foi aniversário do Bruno – meu amigo e primo de consideração – e ele fez uma festinha. Pedi para sair mais cedo do escritório e fui prestigiá-lo com o Léo, minha cunhada e o marido dela.

Eu não estava muito bem, minha cabeça doía muito, mas fui mesmo assim... Ainda bem! Haviam várias pessoas lá, fiquei surpresa com quanta gente ele conseguiu reunir em plena quarta-feira, mas encontrei uma pessoinha em especial que me deixou muito feliz: minha amiga Lídia!

Já tenho o blog há quase um ano e nunca falei dela por aqui, então acho que dá pra perceber que não nos vemos frequentemente, porém a considero muito. Ela é namorada do melhor amigo do meu namorado e nós fizemos amizade de cara, coisa bem rara na minha vida.

Apesar dela ser maravilhosa, o post não é exatamente sobre ela e sim sobre a reflexão que as conversas que tive com ela na festa me levaram a fazer: amigo é muito importante, cara! Isso deve parecer meio óbvio pra você, mas pra mim não é nenhum pouco. 

Como sempre digo: sou 8 ou 80, preto ou branco. Comigo não existe meio-termo. Se eu te amo sou capaz de dar a minha vida por você, mas eu nem preciso te odiar pra ser completamente indiferente e isso é péssimo. Eu me relaciono com bastante gente, mas se eu me importo com 10% é muito. Às vezes até eu me assusto com a intensidade dos meus sentimentos e da falta deles. 

Ao conversar com ela sobre meus traumas e medos e ouvi-la fazendo o mesmo sem receios eu percebi que tenho que valorizar mais meus amigos que, como ela, não fazem parte do meu dia-a-dia – e, pra minha surpresa, continuam inclusos nos 10%. Devo trazê-los para o meu convívio. E após essa breve reflexão pude concluir que sou uma pessoa extremamente sortuda, pois os meus 10% são os melhores que existem... Longe ou perto, nada muda.


Eu até ia citar o nome dos meus amigos aqui e desejar um feliz dia do amigo atrasado, mas pra evitar confusão vou deixar em aberto. Os de verdade sabem que fazem parte dos 10%. 

Até a próxima! <3