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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Pode ser a última vez

sexta-feira, abril 22, 2016 30
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim.

Ontem foi aniversário do meu pai, mas só sairei com ele amanhã, portanto postarei sobre dia 24. 

Hoje trago uma reflexão sobre relações humanas que fiz após o "acidente" que ocorreu na ciclovia Tim Maia, em São Conrado.

Não falarei sobre política, mas deixo aqui registrada a minha indignação e o meu pesar pelas famílias que perderam entes queridos por conta de uma série de fatores imperdoáveis que causaram o desabamento dessa ciclovia (que custou 44 MILHÕES e demorou 2 ANOS para ser entregue).


A nossa única certeza é a morte, mas nunca estamos preparados pra perder alguém - ainda que seja a hora - e os mortos recebem mais flores do que os vivos porque o remorso é mais forte que a gratidão. Por quê?

Se é difícil lidar com algo que nos é garantido desde nosso primeiro dia de vida, por que não somos gratos pelo tempo que nos é dado e valorizamos diariamente as pessoas que amamos e temos ao nosso lado? Já que por mais que saibamos que todos morrerão, não sabemos como ou quando isso ocorrerá.

Assisti na televisão a esposa de Eduardo Marinho (uma das vítimas da tragédia) chorando ao lado do corpo do marido - lamentando seu inesperado falecimento - e fiquei muito tocada com a imagem. 

Só de me imaginar no lugar dela senti meus pulmões comprimirem e o meu coração acelerar. 

Será que naquela manhã de quinta-feira eles disseram um pro outro o quanto se amavam? Será que dormiram abraçados na noite anterior? Será que não havia nenhuma mágoa ou mal entendido no relacionamento?

Eduardo não estava doente, não havia ameaça iminente conhecida. Ele apenas corria, como fazia todos os dias, no exato momento em que a ciclovia despencou. 

Pode acontecer com qualquer um de nós ao atravessarmos a rua.

Agora pergunto a vocês, meus leitores, após ter consciência de tudo isso vale a pena prolongar uma discussão? Priorizar o orgulho? Ir se deitar sem resolver uma situação?

Valeria a pena conviver também com o arrependimento, além do vazio deixado que por si só já é insuportável?

Como se sentiriam se - após terem dito coisas ruins para alguém que amam - acontecesse algo horrível com ele e vocês nunca mais pudessem vê-lo?

Não seria melhor perdoar, pedir perdão, conversar, esclarecer... Criar boas lembranças que após a dor devastadora da perda dariam lugar a uma saudade prazerosa?

"Devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos."

Valorize e reconheça.

Sempre pode ser a última vez.

Até a próxima!

terça-feira, 29 de março de 2016

Só queria dizer obrigada

terça-feira, março 29, 2016 68

Enquanto o barco afundava, você permaneceu ao meu lado, estático, mesmo eu te expulsando.
Quando te rejeitei, você me abraçou, me beijou, disse que me amava e que continuaríamos juntos independente do que acontecesse.
Durante a minha desorientação, você estendeu a sua mão e me guiou pelo caminho mais seguro.
Só queria dizer obrigada.
Demorei um pouco para organizar a minha mente e entender o que estava havendo. Hoje percebo o quão difícil foi – não só para mim.
Às vezes é mais fácil estar “fora de si” do que continuar consciente e ser forçado a manter o controle de tudo.
Perdão por não ter enxergado isso antes.
Sei que suas falhas foram reflexo da pressão que havia em cima de você e jamais duvidei das suas intenções – que sempre foram as melhores do mundo.
Te forcei a escolher a opção mais fácil a curto prazo e eternamente dolorosa e, sinceramente, não sei se me arrependo disso, mas há um vazio dentro de mim que só pode ser preenchido por você.
Seu carinho e sua dedicação têm feito com que eu me sinta importante. Em nenhum momento você me julgou ou culpou – e teria todo direito de fazê-lo.
Só queria dizer obrigada.
Saiba que não tinhas a obrigação de exercer nem cinqüenta por cento do papel que se prestou a realizar. Reconheço que sua postura foi uma em um milhão. Graças a você retomei as rédeas da minha vida.
Só queria dizer obrigada.
Serei seu equilíbrio quando houver necessidade, pois você me reergueu.
Você me ajudou, me capacitando a te ajudar.
Você me libertou, me possibilitando te libertar.
Só queria dizer obrigada. (27/03/2016 - 16h51min)

segunda-feira, 21 de março de 2016

Perdas

segunda-feira, março 21, 2016 62

Estou começando a acreditar que a vida é feita de perdas que o tempo não consegue acompanhar.

Há dores que nem décadas são capazes de curar.

A ferida em minha alma jamais irá cicatrizar.

Memórias... Lembranças... Lamentos... Arrependimentos...

Algo que ganhei sem ter pedido e expulsei sem de fato querer.

É realmente necessário perder pra valorizar? Por quê?

Sinto um peso.

Meus pensamentos me sufocam e não consigo proferi-los.

Até quando?

Pra sempre.

Seria difícil e agora será impossível.

Não sou capaz de lidar.

Sou obrigada.

O mundo continua girando.

Eu parei.

Queria ter ido embora com você.

Te amo.

Sempre amarei.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A culpa é sua

sexta-feira, fevereiro 05, 2016 77

Você engole o seu orgulho, passa noites em claro, chora até não aguentar mais, se humilha e deixa seus princípios de lado. Você luta por aquela pessoa. Sofre e sente uma dor que vai além do emocional em prol de quem ama. E ela? Provavelmente está fugindo, enjoada de você, preocupada com outras coisas e feliz com a sua ausência. Correr atrás não surte efeito algum, só a irrita... E então você cansa, seus olhos se abrem e você cai em si.
Depois de muito errar você se dá conta de que não adianta colocar intensidade onde não há nada e começa a se dedicar a si mesmo. Com o tempo os choros vão cessando, a dor se torna suportável e o sofrimento fica em segundo plano... E então a pessoa começa a sentir falta do que considerava um exagero seu.
Os papéis se invertem, agora é ela quem corre atrás e é você que foge. Mas há um porém: ela saberá tocar no teu ponto fraco e te ganhar. Tentará te hipnotizar, como sempre fez, de todas as formas. Fará com que você entre no jogo dela. E a partir daí você terá duas opções: continuar seguindo em frente ou voltar atrás.
A maioria acredita que as coisas mudarão e escolhe voltar... Talvez realmente mude, não posso generalizar, mas o mais provável é que isso não aconteça e que todo aquele ciclo se repita. Você volta a engolir o orgulho, passar noites em claro, chorar, se humilhar e deixar seus princípios de lado. Começa a se questionar, a tentar descobrir onde está falhando, não entende porque está tudo dando errado na sua vida e se sente injustiçado, mas não consegue enxergar que a culpa é exclusiva e totalmente sua.
Você precisa aprender, mudar, pensar em si... Se amar! Isso pode se repetir uma, duas, três ou mais vezes, mas acontecerá novamente até que você finalmente aprenda.
Não reclame com Deus, não odeie a sociedade, não diga que a vida é cruel e, principalmente, não culpe a outra pessoa.
Pare de se vitimizar, reconheça sua culpabilidade e mude. Tenho certeza que as coisas melhorarão.
Já parou pra pensar que você pode abrir dez portas fechando uma?
_

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim! Estou com saudades.

Os dias têm sido muito corridos, mas agora com essa pausa referente ao carnaval poderei organizar melhor as coisas por aqui.

Já tenho 11 livros pra ler da faculdade, acreditam?!

Provavelmente o próximo post será especificando os dias de publicação, alguns temas e etc.

Em relação ao texto de hoje: é mais um dos meus antigos! Achei perdido no google, fiz algumas alterações e resolvi postar... Nem lembrava dele, mas acho que passa uma mensagem legal.

Estou torcendo para que gostem!

Até a próxima! <3

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Preciso confessar

segunda-feira, janeiro 25, 2016 63

Preciso confessar que estou com medo. Na verdade, estou apavorada. Você está sendo a primeira pessoa capaz de mudar meus conceitos sem ao menos sugerir isto, de uma maneira assustadoramente natural. É tudo muito novo pra mim. Também é a primeira vez que os meus sorrisos são estampados em meu rosto antes das lágrimas rolarem pelo mesmo. E o melhor: não há quaisquer sinais, pelo menos por enquanto, de que elas estejam por vir. E é isso que me amedronta... Toda essa felicidade, toda essa paz que, repentinamente, resolveu tomar conta do meu ser. Quando se trata de você, até esse medo - que deveria ser considerado algo ruim - é prazeroso. Você me faz extremamente bem de uma forma estranhamente intensa. E eu normalmente recuaria, pois o “desconhecido” sempre me atormentou e me deu calafrios. Pois tenho uma necessidade indescritível de ao menos entender a situação. Pois me preocupo em me preparar psicologicamente para o caso de algo não sair como o planejado, mas não há planos. Pois costumo afastar as pessoas que gostam de mim por receio de machucá-las. Pois não ter certeza de absolutamente nada me tortura. Pois prometi a mim mesma que não sofreria por mais ninguém, tampouco me tornaria dependente. Pois temo descobrir que todas as minhas teorias são falhas... Mas, ainda assim, apesar de tudo isso, minha vontade é de me entregar de corpo e alma e a mesma só cresce a cada dia que se passa. Ao invés de me acovardar, cada barreira e impedimento que tento impor, me encoraja. Agora entende o meu apavoramento aparentemente desnecessário? É que você assumiu o controle de uma maneira brilhante e, no momento, irreversível: me fazendo perdê-lo.
_

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim.

Mais um texto da série "meus antigos", porém esse é mais recente do que o "lembranças". Escrevi pro meu namorado um pouco antes de oficializarmos a relação. Estou torcendo para que gostem e se identifiquem!

Até a próxima! <3 

sábado, 16 de janeiro de 2016

Lembranças

sábado, janeiro 16, 2016 61

Quinta-feira, 05 de abril de 2012, meia-noite e cinquenta.

Há algumas horas estava arrumando meu quarto e encontrei aquele anel que você tanto gostava em meio às minhas coisas. Quando o peguei e olhei de perto, foi como se um filme estivesse invadindo minha mente, junto com replays de vários momentos que passamos juntos… Inclusive nossa última noite. 
Difícil e dolorosa a confirmação de que momentos como esses não voltarão, ficarão apenas guardados na memória. Surreal imaginar minha vida daqui pra frente sem você ao meu lado.
Tudo foi tão especial, único e marcante. Teu toque, cheiro e gosto… Simplesmente inesquecíveis. Nós demoramos tanto para construir uma relação de intimidade, confiança e afinidade… Qual é a lógica de desistir quando, finalmente, conseguimos chegar no auge? Sinto que carregarei essa pergunta comigo durante muito tempo e temo nunca ter uma resposta.
Pode ser que a dor diminua ou até mesmo suma, retornando apenas quando eu relembrar do antigo nós e que a falta que você está me fazendo seja preenchida por outro alguém… Talvez eu seja mais feliz sozinha, mas sempre carregarei uma parte sua, assim como você sempre carregará uma parte minha, pois o que tivemos foi tão forte que nem o tempo será capaz de apagar. Você pode até me perder em algum canto da sua memória, porém quando me “encontrar” se sentirá como naquela época… Como na nossa época.
Relutei para aceitar o fim e admito que uma parte de mim ainda acredita em nós, mas fui obrigada a me adaptar e aprendi a suportar tudo isso. Uma vez ou outra tenho recaídas, porém não se trata de nada incontrolável ou insuportável. Ainda choro, te escrevo e penso em você o tempo todo… Ainda imagino como as coisas seriam se ainda estivéssemos juntos, vasculho todas as suas redes sociais, às vezes releio os nossos registros antigos e me torturo com músicas que me teletransportam até você… A primeira coisa que faço no messenger ou facebook é te procurar e o meu coração ainda acelera quando vejo você entrar, juntamente com aquele típico friozinho na barriga e depois, como de costume, fica apertadinho. É todo um ritual, todo um roteiro que às vezes parece que faço questão de seguir.
Mas vai passar. Eu vou superar. Essa dor é passageira. É tudo momentâneo. Não é isso que todas as pessoas insistem em me dizer? Conhecerei novos “alguéns”, outros sorrisos e olhares… Sentirei outros gostos, cheiros e toques… E saber que nada vai se comparar a você é o que me desanima. 
Que beijo será melhor que o seu? Às vezes calmo, com respeito e carinho, outras intenso, com tesão e vontade. Quanto ao cheiro? Definitivamente não existe aroma mais agradável que o seu. E desculpe usar palavras tão obscenas, mas tudo em você é delicioso… Teu toque me levou a loucura e me fez sentir coisas que nunca imaginei que seria capaz, um prazer sem tamanho. A tua voz me hipnotizava e o teu sorriso… Ah, o teu sorriso! 
Por que tudo seu é tão melhor, hein?! Cada detalhe é tão perfeito para mim. Até as suas pernas curvadas, cintura larga, cor da pele e dos olhos. A pintinha que você tem na ponta da orelha e o teu umbigo… Sabe, é bem mais que amor e é até meio triste dizer isso, mas terá que deixar de ser.
Um anel, ou melhor, o anel… Bastou apenas vê-lo para que todas essas sensações voltassem a tomar conta do meu ser. Por causa dele estou aqui novamente, mesmo depois de ter prometido a mim mesma não redigir nem sequer mais uma frase sobre você. Realmente pensei que a fase mais difícil já tinha passado, mas pelo visto ainda está por vir. O que me resta são apenas essas lembranças… São a elas que me agarro quando não tenho onde me segurar. São o que me mantém firme, de pé e me dão forças para seguir em frente. Tão importantes e únicas. Tão nossas… Lembranças.

_

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje trago para vocês um texto meu. Ele é antigo, mas confesso que é um dos meus favoritos e espero muito que gostem!

Sumi um pouco essa semana porque foi a minha primeira de trabalho e também porque peguei o zika vírus, mas agora estou melhor e mais organizada, os posts do blog voltarão normalmente!

Até a próxima! <3

sábado, 2 de janeiro de 2016

Tenha Foco

sábado, janeiro 02, 2016 85

Antes de decidir o que serei pensei em me tornar técnica de informática, professora de matemática, pediatra, veterinária, jornalista, psicóloga, historiadora e teóloga.

Aos 18 anos passei em primeiro lugar no vestibular de uma universidade privada para o curso de administração e não fiz a matrícula. No mesmo ano fui selecionada em sétimo lugar para um curso técnico de informática e também não me matriculei.

Em fevereiro farei 20 anos, ainda não estou estudando e isso é péssimo para o meu currículo nesses tempos de crise, mas o maior prejuízo de todos é o pessoal... A instabilidade emocional que a inércia causa.

No começo do ano passado arrumei um emprego e não consegui aguentá-lo por sequer um ano, a empresa não respeitava seus funcionários. Atualmente estou desempregada.

Apesar dessa série de fracassos pessoais, hoje tenho uma percepção melhor das coisas. As experiências citadas e muitas outras me fizeram entender que, por mais inteligente que eu fosse, não chegaria a lugar algum se não focasse no que eu desejava almejar... E este é o assunto do meu primeiro post de 2016.

"Quem muito quer, nada tem."

Concordo em partes com esse ditado, porque na verdade o correto, ao meu ver, seria: "quem tudo quer, nada tem".

Não há como abraçar o mundo e se houvesse não faria sentido haver 7 bilhões de pessoas no planeta, cada um tem a sua função.

É claro que você pode ter vários empregos, ser graduado em vários cursos, ter várias casas e vários carros. Porém você não exercerá todas as profissões, não estudará todas as matérias, não morará em todas as casas e nem dirigirá todos os carros ao mesmo tempo. 

Se até pra usufruir é necessário foco, imagine para conquistar?

Mesmo que você tenha uma lista extensa de objetivos, escolha um deles e foque.

Você não deve deixar os outros de lado, mas é necessário ter um principal.

"Algumas pessoas acham que foco significa dizer sim para a coisa em que você irá se focar. Mas não é nada disso. Significa dizer não às centenas de outras boas ideias que existem. Você precisa selecionar cuidadosamente." (Steve Jobs)

Sacrifícios serão necessários e não será fácil, mas no final valerá a pena.

Quando uma meta for atingida, você começará a se dedicar à outra e assim sucessivamente.

É para isso que vivemos. 

"Uma vida sem objetivos é uma existência triste, pois o homem é um ser, historicamente, movido a desafios." (Renato Collyer)

Que você consiga vencer seus desafios de 2016 e que Deus te ajude a ser sempre forte e otimista!

Até a próxima! <3

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Você consegue

quinta-feira, dezembro 10, 2015 60

Tive uma infância péssima em alguns sentidos e ótima em outros. Tenho lá minhas cicatrizes, mas isso não é exclusividade minha e nem assunto do post de hoje.

Apesar dos apesares era muito extrovertida e adorava conversar, mas quanto mais eu crescia, mais tímida ficava... E isso se agravou quando tive a minha primeira paixãozinha aos treze anos de idade.

Fiquei neurótica, mas de início não foi ruim. Comecei a me maquiar, fazer as unhas, o cabelo e coisas do tipo. Os 15min que levava pra me arrumar para ir à escola viraram uma hora, aquele friozinho na barriga era constante... Porém quem nunca passou por isso?

O problema começou alguns anos depois.

A minha paixãozinha deixou de ser algo saudável e virou doença - falo isso pois assim considero tudo o que faz mal ao nosso organismo. O menino virou meu namoradinho e eu o deixei tomar conta da minha vida.

Passei a controlar cada palavra e cada ato meu. Tinha medo. Não sei do quê, nem por quê. E tudo parecia desmoronar ao meu redor.

Meu pai estava se separando na época e minha antiga madrasta me tratava muito mal. "Se você soubesse o ódio que eu sinto de você, você se fingia de morta dentro dessa casa." E foi o que fiz. Morri.

Minha avó morreu também. Morávamos no mesmo quintal e ela estava doente. Sou evangélica e acreditava muito que Deus a curaria... Falsos profetas garantiram isso à minha família, mas não aconteceu. A decisão final é dEle. Entendo e respeito isso, mas não deixou de ser difícil, pois - além de tudo - eu não tinha para onde correr. 

Foi, de longe, a pior época da minha vida. Os "amigos" se afastaram, o receio não me deixava contar tudo o que estava acontecendo para o meu melhor amigo (meu pai) e a internet era minha única distração.

Entrei no mundo de fakes. Era divertido, mas depois começou a ser desconfortável. Por que não sou bonita como essas pessoas? Passei a comer cada vez menos e me trancar no meu quarto escuro quando chegava do colégio. Chorava, chorava e chorava. 

Até que meu pai percebeu... A situação estava tão crítica que ele queria me levar num psicólogo. 

A história não acaba por aqui, mas não quero que esse relato seja uma aglomeração de tristezas.

Foi tudo muito difícil durante três anos, juro pra vocês que parecia que não teria um fim. Não fui ao psicólogo. Minha antiga madrasta finalmente saiu de casa, porém levou meu irmão junto. Meu namoradinho se tornou minha pior experiência. Meus "amigos" pararam oficialmente de falar comigo. Ainda não sou tão bonita quanto os fakes. Minha avó continuou morta. Mas passou.

Fiz novos amigos, estes, verdadeiros. Conheci um homem incrível que hoje é meu namorado. Meu pai casou novamente e vejo meu irmão regularmente. No geral, estou satisfeita com a minha aparência e a dor que sentia pelo falecimento da minha avó, se tornou uma saudade gostosa.

É lógico que no meio dessa recuperação houveram novas dificuldades. Novas falsidades, novas brigas, novas mortes... Mas eu estava preparada. O que te afeta mais não são os problemas e sim a maneira que você lida com eles.

Não foi mágica que me deixou pronta para enfrentá-los e talvez você não acredite em Deus, mas eu acredito que Ele permitiu que eu passasse por tudo isso e muito mais para que eu amadurecesse e conseguisse encarar conflitos em que eu precisaria me impor. Para que eu aprendesse a me amar. Para que eu me tornasse uma pessoa forte.

Por muito tempo me fechei, me rendi. Não me dei uma chance, sabe? Me enclausurei num quarto escuro. Mas a partir do momento em que percebi que merecia ser feliz, eu fui.

O que eu tenho a dizer para você que está lendo isso agora é: não desista. Não deixe que te convençam de que você é incapaz ou inútil. Jamais esqueça do valor que tem. Não se importe com que os outros pensam ou digam ao seu respeito, você sabe muito bem quem realmente se preocupa com você e quem só quer te magoar. Erga-se! É doloroso, mas não impossível. Te prometo que o primeiro passo é o mais difícil, mas depois só melhora.

Continuo não tendo a vida perfeita, mas não vivemos para tê-la e sim para conquistá-la. Quando conquistamos, simplesmente acabou. Uma trajetória sem objetivos é vã. Trace metas e quando alcançá-las, trace mais! Pare de somente existir.

Sua ilusória zona de segurança e conforto te matou por dentro, não deixe te matar por fora.

Você é único e competente.

"Não desista! Geralmente é a última chave do chaveiro que abre a porta."

Se precisar de alguém para desabafar: isabellanproenca@hotmail.com.

Até a próxima! <3

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Porque boas ações também merecem ser destacadas

sexta-feira, novembro 20, 2015 8
Colhemos o que plantamos.

Quando ligamos a televisão, lemos um jornal ou acessamos algum site de notícias é unanimidade, só vemos desgraça! Homicídios, furtos, latrocínios, violência sexual, terrorismo, corrupção e por aí vai. Isso faz com que todos nós percamos a fé na humanidade.

Mas muito de vez em quando nos deparamos com pessoas que nos fazem recuperar, mesmo que momentaneamente, a esperança de que um dia, quem sabe, o mundo pode ser melhor... E é sobre uma delas que falarei hoje.

No dia 13 de março desse ano eu e meu namorado fomos levar a cachorrinha dele para o veterinário. O consultório não é tão longe da casa dele, mas é contramão para os ônibus e decidimos pegar um táxi. 

Fomos conversando com o taxista e a Belinha (sim, minha xará) estava muito nervosa e isso acabou me distraindo. Resultado: Sai do táxi sem a minha bolsa que possuía documentos, salário, riocard e cartões (havia esquecido de levar meu celular).

Estava tão área com a agitação dela que demorei a perceber que não tinha pego a bolsa no carro. Era uma bolsa pequena, de ombro, que não costumava usar. Mas quando percebi, caramba, lembro de ter ficado gelada!

Meu namorado tentou me acalmar e disse para andarmos um pouco e tentarmos achar o taxista, mas eu já havia perdido as esperanças pois pensei que ele fosse no sentido Avenida Brasil e também porque nem o meu celular estava na bolsa para ele tentar nos encontrar... Fora o fato de estarmos no Centro do Rio de Janeiro e o sentido das ruas ser uma bagunça. Fui ficando cada vez mais apavorada.

Até que olho pro lado e, sim, era o taxista! Ele havia dado a volta somente para me entregar a bolsa, em horário de pico... Nem acreditei! A peguei tremendo, nem consegui perguntar o nome dele. Fora que, antes disso, ele já havia cobrado menos pela corrida por ter pego o caminho errado.

Não acredito até hoje, aliás. Parece algo bobo, mas não é. Por isso tento sempre fazer as coisas do jeito certo. 

Na semana anterior a caixa do banco tinha que me dar 4 reais de troco e me deu uma nota de 2 reais e outra de 100. Muitos diriam: "Eu não devolveria porque se fosse comigo não devolveriam", mas nem sempre é assim. Se eu pegasse aquele dinheiro, talvez não teria tido a minha bolsa de volta. E 100 reais não seria nada perto do meu prejuízo.

HAJA SEMPRE DE FORMA CORRETA E HONESTA QUE CERTAMENTE SUAS AÇÕES RETORNARÃO PARA VOCÊ.

Até a próxima! <3