sábado, 27 de julho de 2019

Encerrando um ciclo e iniciando uma nova etapa

sábado, julho 27, 2019 0
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Quanto tempo, hein?! Minha última postagem foi há 5 meses, mas a vida mudou TANTO de lá pra cá que parece ter sido há uma eternidade. 

Pra ser sincera, adiei escrever sobre isso durante um bom tempo e cogitei até mesmo a exclusão do blog (me arrependeria eternamente o fizesse), mas hoje me encontro um pouco mais centrada e preparada para registrar a sucessão de acontecimentos - decorrentes de escolhas minhas - que alteraram completamente o meu futuro.


Como vocês sabem, eu estava em um relacionamento há aproximadamente 6 anos, sendo os 2 últimos de noivado. Nunca me contive em compartilhar momentos, fotos e vídeos em minhas redes sociais pois acreditava piamente que seria com aquela pessoa que eu passaria o resto dos meus dias, porém nem sempre tudo é como desejamos. 

Não se tratava de uma relação perfeita - até porque perfeição não existe - e há mais ou menos 1 ano e meio enfrentávamos uma crise que nos esforçamos para vencer, mas chegou a um ponto insustentável e o fim foi inevitável. 

A iniciativa partiu de mim e não foi uma decisão tomada de um dia pro outro - nem poderia. Foram meses de conflitos internos e externos e de inúmeras tentativas de melhora que não obtiveram resultados satisfatórios.

Resumindo: se tornou um relacionamento tóxico onde fazíamos mal um ao outro mutuamente. 

Apesar dos pesares, gostaria de destacar que meu ex é uma ótima pessoa e que desejo a ele tudo de melhor que há no mundo. Espero que com o decorrer do tempo as mágoas sumam e deem lugar a um sentimento de gratidão por tudo de bom que vivemos juntos.   

O término não foi amigável pois ainda havia sentimento envolto, porém fui firme e mantive a escolha que fiz ciente de que haveriam consequências. E houveram: muito maiores do que jamais poderia ter previsto.


Minha intenção era focar em mim mesma, nas minhas vontades e nos meus objetivos. Nunca fui "eu", sempre fui "nós" e isso se torna desgastante quando deixa de ser recíproco. A última coisa que passava pela minha cabeça era conhecer outro alguém e embarcar em um novo relacionamento, mas - semelhante ao que disse acima - as coisas nem sempre acontecem como planejamos e a vida, o universo ou seja lá o que for, me surpreendeu de uma forma indescritível.

Não entrarei em detalhes - pelo menos por enquanto - por se tratar uma pessoa mais reservada, mas eu e o meu primeiro namorado acabamos nos "reencontrando", retomando contato, nos envolvendo e o inesperado aconteceu: estou grávida.

Não foi uma notícia fácil de digerir e assimilar, muito pelo contrário. Inúmeros motivos fizeram com que eu entrasse em desespero total durante alguns meses, mas pouco a pouco - e com muita ajuda - cada um deles foi superado. Confesso que ainda há algumas pendências a serem resolvidas dentro de mim (preocupações e inseguranças), porém já posso afirmar que estou muito feliz pela chegada do meu filho (sim, é um menino!) e pretendo compartilhar - e registrar - cada detalhe da minha gestação por aqui.

Quem me conhece sabe que esse sempre foi o meu maior sonho e - apesar de não ter sido planejado e de não estar sendo da forma que eu esperava - ter um bebê após as minhas perdas é um presente divino. 🌈

O pai do meu filho reagiu tão bem à notícia que chegou a me irritar (sério!). Optamos por ficar juntos e estamos aprendendo e nos esforçando um pouco mais a cada dia para sermos pessoas melhores (tanto individualmente quanto coletivamente) por ele.

Não foi, não é e temos consciência de que não será fácil, mas nossas famílias estão nos apoiando desde o início e isso - sem dúvidas - tem feito toda a diferença - especialmente para mim. O Henry (sim, esse será o nome!) já é muito amado e aguardado por todos. 💙

"Tudo que Deus faz é bom, tudo o que Deus permite é necessário."


Enfim... Parece um roteiro de filme e se eu explicar cada detalhe vocês provavelmente acharão que se trata de uma história de alguma novela mexicana da Televisa, mas é "só" a minha vida mesmo.

O que deixo como "lição" é: antes de tomarem QUALQUER decisão, por menor que lhes pareça, pensem bem nas possíveis consequências pois suas ações não só podem REFLETIR no seu futuro, como também podem DEFINIR o seu destino. E não, não me arrependo de nenhuma das minhas escolhas.


Ufa! Ter escrito essa postagem tirou um peso gigantesco - quase literalmente falando - das minhas costas. Não falarei novamente sobre o meu término e tampouco sobre o meu ex por motivos óbvios, mas pretendo abordar o assunto "relacionamentos" de forma geral.

Preparem-se também para a chuva de publicações sobre maternidade por aqui! 🤰 Mudei as cores do blog em homenagem ao meu pequeno príncipe, já que agora faço parte desse mundinho azul. 💙

06/10/2018 - 21+6 de muito amor. 🤰

E é isso, amores!

Até a próxima! 💙

Beijos,
Isabella Proença e Henry Lima. 👶

domingo, 6 de maio de 2018

Minha primeira habilitação: exame médico e psicológico

domingo, maio 06, 2018 2
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Na postagem de hoje, dando continuidade a série "minha primeira habilitação", falarei detalhadamente sobre como foi a minha experiência em relação ao exame médico e psicológico do DETRAN.


Como já mencionei na postagem anterior, a clínica em que o exame é feito é escolhida pelo próprio sistema do DETRAN através de um sorteio automático baseado no endereço residencial ou comercial do candidato à habilitação mediante comprovação. Levei minha carteira de trabalho e solicitei que utilizassem o endereço da empresa em que estagio pois seria melhor para mim e assim o fizeram. Caí na clínica DECATRAN que fica localizada no endereço: Rua da Conceição n° 105. Centro, Rio de Janeiro - RJ. O agendamento é feito diretamente com a clínica e estava tão ansiosa que liguei assim que saí do DETRAN (após a entrega da documentação, coleta das digitais e foto 3x4), ainda durante o meu almoço.

Cometi uma pequena gafe: meus créditos estavam acabando e acabei sendo um pouco ríspida com a - até então - recepcionista pois estava com medo da ligação cair e ela não parava de me dar informações, até que no fim ela falou a seguinte frase: "inclusive eu sou a psicóloga que vai realizar o seu exame". Gelei, agradeci e desliguei! 😂

Agendei para semana seguinte (12/04 às 8h) pois era a data mais próxima disponível e confesso que essa espera me deixou mais nervosa e ansiosa do que já estava, porém fiz minhas habituais pesquisas no Google e elas serviram tanto para me acalmar quanto para me preparar para o que estava por vir.


Compareci no endereço no dia marcado, pouco antes do horário agendado e - para minha surpresa - se tratava de um edifício. Já haviam outras pessoas aguardando na recepção e o porteiro nos informou que só poderíamos subir às 8h em ponto. Quando subimos nos dividimos involuntariamente em grupos pois no prédio há três clínicas credenciadas do DETRAN, cada uma está localizada em um andar diferente e o sorteio especificou qual seria a clínica de cada um. Por sorte, o meu grupo era - ou ao menos parecia ser - o menor.

Quando entramos recebemos do atendente um questionário semelhante a este, apresentamos identidade, registramos nossa biometria e fomos chamados, um a um, para efetuar o pagamento.

VALORES:

Exame médico: R$80,00
Exame psicológico: R$115,00

FORMA DE PAGAMENTO:

Apenas em dinheiro.

Aguardamos até aproximadamente 9h e admito que a demora estava me preocupando pois iria para o estágio assim que o exame terminasse, mas não tinha nenhuma opção a não ser esperar. Fomos direcionados a uma sala relativamente pequena e alguns minutos depois a psicóloga - finalmente - deu início às 3h30min (sério!) que passamos ali dentro.

Ela pediu para desligarmos e guardamos nossos celulares, conversou um pouco conosco sobre o processo de forma geral e nos entregou a folha de entrevista para preenchermos os campos que solicitavam nossos dados pessoais (pois as perguntas em si seriam respondidas posteriormente - por ela - durante a entrevista individual). Quando terminamos nos foi entregue - de uma só vez - 4 dos 6 exames que seriam aplicados, mas fizemos um por um de acordo com os comandos e instruções dela. E agora, sem mais delongas, vamos ao detalhamento dos mesmos. 💪

1. R-1 FORMA B – TESTE NÃO VERBAL DE INTELIGÊNCIA


Apesar de não lembrar a ordem exata em que todos os testes foram feitos, tenho certeza que esse foi o primeiro. Explicando grosso modo, consiste em um livrinho que contém 40 figuras e em todas falta uma parte. Abaixo delas há algumas opções de imagens e você deve escolher a que as completa corretamente e marcar na folha de respostas.


A figura acima é a que aparece na primeira página do livro e é nítido que a resposta certa é a letra, porém a dificuldade aumenta no decorrer das páginas.

A psicóloga estipulou o prazo de meia hora e tive que chutar 5 que fiquei em dúvida pois não deu tempo de analisá-las.

Não sei quantas acertei porque não foi passado gabarito e/ou correção de nenhum dos testes, mas acredito que tenha sido no mínimo 35.

2. ATENÇÃO CONCENTRADA


Quem me conhece sabe que amos jogos de puzzle e esse teste é bem semelhante a eles, então nem preciso dizer que foi o meu favorito, né? 😂

Você deve marcar (com apenas um traço na diagonal) a seta correta de acordo com o exemplo dado acima, mas atenção às regrinhas: a) é para marcar as setas individuais, não as três juntas b) não pode pular linhas, é necessário verificar a linha inteira e depois passar para a próxima.

O objetivo é marcar a maior quantidade de setas possível dentro do tempo estabelecido que - no caso - foi de 5min. Consegui passar da metade da folha sem - creio eu - nenhum erro.

3. ATENÇÃO MÚTUA

Infelizmente não encontrei nenhuma imagem que fosse sequer semelhante à desse teste, porém é bem parecido com o que descrevi acima (atenção concentrada). A diferença principal é que cada linha possui uma figura em destaque diferente a ser marcada.

Exemplo:

A) Exercício em branco.

Ѯ: Ѯ ѱ ѯ Ѯ Ѱ ѯ Ѧ Ѯ ѯ Ѩ Ѯ ѯ Ѱ Ѯ 
Ѱ: ѰѯѱѦѰѱѦѰѱѯѰ 
ѯ: Ш ѯ Ѱ ѱ щ Ѱ Ѯ ѯ Щ Ѯ ѱ ѯ
Ш: Ш ѱ Щ щ Ѱ Ш Щ Ш ш Ѱ Ш
Ѧ: Ѧ Ѩ ѩ Ѯ Ѧ Ѩ Ѧ ѯ ѩ Ѧ Ѯ Ѧ Ѧ 

B) Exercício feito.

Ѯ: Ѯ ѱ ѯ Ѯ Ѱ ѯ Ѧ Ѯ ѯ Ѩ Ѯ ѯ Ѱ Ѯ
Ѱ: ѰѯѱѦѰѱѦѰѱѯѰ
ѯ: Ш ѯ Ѱ ѱ щ Ѱ Ѯ ѯ Щ Ѯ ѱ ѯ
Ш: Ш ѱ Щ щ Ѱ Ш Щ Ш ш Ѱ Ш
Ѧ: Ѧ Ѩ ѩ Ѯ Ѧ Ѩ Ѧ ѯ ѩ Ѧ Ѯ Ѧ Ѧ

As regras e o tempo também foram iguais os da atividade anterior e acredito que meu desempenho tenha sido tão bom quanto.

4. NOÇÃO DE ESPAÇO

Particularmente, esse foi o teste em que mais senti dificuldade. Assim como o anterior, não encontrei nenhuma imagem que fosse sequer semelhante à ele e não há como exemplificá-lo pois é visualmente complexo, mas tentarei explicá-lo e espero que não fique confuso.

Há figuras geométricas centrais e ao lado delas há opções de "desmembramento" das mesmas e o objetivo é marcar aquele corresponde à que está em destaque.

Explicando grosso modo, o exercício destaca uma forma geométrica e ao lado dela há figuras geométricas fragmentadas e você precisa que marcar aquela em que, ao juntar todos os pedaços, se transforme na forma geométrica destacada.

Deu para entender? 😂

Apesar de tê-lo achado complicado atingi a pontuação necessária para ser aprovada.


À essa altura todos os testes que recebemos no início já haviam sido feitos e por alguns instantes me iludi pensando que finalmente tinham acabado, até que a psicóloga distribuiu uma imagem plastificada. 5º teste do dia!

5. MEMÓRIA

Apesar de também não ter encontrado a imagem exata desse teste, ela era bem simples e o mesmo poderia ser realizado com qualquer outra. O objetivo era memorizar os elementos que a compunham e listá-los após o recolhimento. Rápido e fácil.

6. PALOGRÁFICO


O último, e mais temido por mim durante minhas pesquisas, foi o famoso teste dos "pauzinhos". Descobri que ele é aplicado até em entrevistas de emprego e encontrei uma análise super longa do mesmo que me ajudou bastante (clique aqui). É bem simples: fazer riscos no papel, porém eles precisam ser o mais consistentes possíveis. 

No caso, a psicóloga mandou contarmos enquanto os fazíamos e toda vez que ela dissesse a palavra "sinal" fazermos um risco horizontal e colocarmos a quantidade contada, em seguida repetir o processo até o fim do prazo estipulado (5 min).

Ela nos alertou para diferenças discrepantes entre uma quantidade e outra, espaçamento e alinhamento. 

Foi um saco! Minha mão doeu muito e eu me perdi nas contas algumas vezes, mas no fim deu tudo certo.


Após entregarmos o último teste a psicóloga pediu para sairmos da sala aguardarmos novamente na recepção pois ela chamaria um a um para a entrevista. Assim foi feito. Ela fez perguntas básicas como: "onde você mora?", "com quem você mora?", "onde você trabalha?", "há quanto tempo?", "você bebe?", "você fuma?". Graças a Deus fui aprovada em todos os testes e ainda recebi um elogio pela minha boa memória.

Ela assinou e carimbou a parte de avaliação psicológica da caderneta de exames e assim que ela finalizou a entrevista fui direcionada ao consultório médico (que ficava na sala ao lado).


O médico que me examinou era um senhor de idade bem agitado e engraçado. Parecia estar tão empolgado e feliz com o trabalho que sua alegria me contagiou (é sério!). 💞

Pensei que só faria um exame oftalmológico, mas ele também pediu para que eu realizasse alguns exercícios físicos básicos.

● Apertar a mão dele com toda a minha força.
● Correr de um lado para o outro o mais rápido possível.
● Juntar os pés, abrir os braços, fechar os olhos e tocar a ponta do meu nariz com o dedo indicador da mão esquerda e depois da mão direita.

Ele não explicou o objetivo de nenhum deles e isso me fez considerá-los bem bobos, mas assim que os terminei "corri" para a cadeira para começarmos o oftalmológico. Estava bastante receosa pois nunca havia ido no oftalmologista e temia ter algum problema ocular que impedisse minha aprovação, porém - assim como todos os anteriores - foi bem mais tranquilo do que imaginei.

1. VISÃO PERIFÉRICA: Encostei o meu queixo em um aparelho que possui duas "hastes" de metal (uma à esquerda e outra à direita) com uma lâmpada de LED na ponta e um ponto vermelho no centro. O médico pediu para que eu olhasse fixamente para o ponto e indicasse qual das duas luzes havia acendido. 

2. VISÃO: Me debrucei sobre o "microscópio" e precisei identificar uma sequência de letras minúsculas. Após isso, o médico avisou que lançaria uma luz forte e que eu precisaria dizer qual letra apareceria logo após ela. 

Durante os procedimentos ele fez algumas perguntas semelhantes às da entrevista (trabalho e vida), mas não sei se faz parte do protocolo.

Fui aprovada e a minha caderneta de exames foi também assinada e carimbada por ele na área de exame de aptidão física e mental. "Até daqui 5 anos, boa sorte no trânsito!" 🙏

OBS.: não sei quais são os nomes corretos dos aparelhos/exames e por isso tentei descrevê-los de acordo com o que me aparentavam ser, perdão pela utilização de termos chulos. 


Ao sair do consultório solicitei ao recepcionista um comprovante de presença para apresentar no estágio (pois demorou muito mais tempo do que imaginei), o recebi e fui liberada. Estava feliz e ansiosa para enfim dar início às aulas teóricas. 

Mesmo tendo chegado tarde na empresa minha chefe permitiu que eu saísse no meu horário habitual e compensasse as horas outro dia, então, adivinhem: assim que acabou meu expediente fui direto para a autoescola entregar a caderneta (😂), porém - como demoraria até 24h para a minha aprovação constar no sistema - não pude ser inscrita imediatamente em turma e o atendente pediu para que eu ligasse no dia seguinte. O fiz e tudo deu certo! Iniciei as aulas dia 17/04. 😍

E foi isso! 🙌


Como já falei na postagem anterior, a minha intenção ao fazer uma série sobre esse assunto é - além de registrar o processo - ajudá-los de alguma forma. Espero estar conseguindo fazê-lo! ☺

Caso tenham alguma dúvida deixe-a no comentário e tentarei saná-la da melhor forma possível.

Até a próxima!

Beijos,
Isabella Proença.

domingo, 29 de abril de 2018

Minha primeira habilitação: abertura do processo

domingo, abril 29, 2018 0
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!

No dia 5 de abril de 2018 dei início ao meu processo de habilitação na categoria B! 😍 Finalmente, depois de uma série de impedimentos que me obrigaram a adiá-lo durante alguns meses, consegui arcar sozinha com todos os custos oriundos e me matricular na autoescola.

Dirigir nunca foi um sonho e confesso que continua não sendo, mas se tornou minha meta prioritária por uma série de motivos. Agraciada por possuir uma mente que detém preocupações ininterruptas, penso muito em situações emergenciais onde saber conduzir um veículo pode ser crucial. Meu pai é a única pessoa habilitada na nossa casa e daqui há poucas semanas a Bebecca estará conosco, então é importante que antecipemos e precavamos quaisquer adversidades que possam ocorrer (fora a possibilidade de haver um Apocalipse Zumbi, né? 😂).

Compartilharei aqui no blog todas as etapas que me levarão a essa conquista e hoje explicarei toda a parte burocrática: desde o pagamento do DUDA (Documento Único do Detran de Arrecadação) até o começo do CFC (curso de formação de condutores).


Requisitos:

Ser maior de 18 anos.
Saber ler e escrever.
Possuir carteira de identidade ou equivalente;
Possuir CPF próprio.

Documentação:

Original e cópia do documento de identificação;
Original e cópia do CPF;
Original e cópia do comprovante de residência ou fazer declaração de residência;
Original do Duda pago.

Exames:

Exame médico;
Exame psicológico;
Exame de legislação de trânsito;
Exame de direção.

Taxa de serviço (2018): 

R$ 278,60 (Emita seu boleto aqui)

Taxa de reexame (2018):

R$ 104,13 (Emita seu boleto aqui)

Fonte: Detran

Procedimentos (minha experiência):

Fiz diversas pesquisas sobre todos os detalhes que vocês podem imaginar, então antes mesmo de pagar o DUDA já havia escolhido a autoescola. Demorei um pouco para emitir o boleto pois não estava me sentindo segura e queria a orientação do meu pai, mas ele estava sem tempo e acabei ligando para o próprio DETRAN para tirar as minhas dúvidas (façam isso!). A atendente foi super solicita e me explicou tudo o que eu precisava saber: ao pagar o boleto demoraria em torno de 24h para compensar e após a compensação eu deveria ligar novamente, com o número do DUDA em mãos, para agendar a entrega da documentação (que citei acima) em uma das unidades do DETRAN.

Na mesma hora emiti o boleto, o paguei e - quando saí do estágio - fui para a autoescola efetuar a minha matrícula. Para fazê-la bastou levar o DUDA pago, identidade, CPF e comprovante de residência, mas o sistema só liberou a inclusão em turma após aprovação nos exames médico e psicológico (que falarei sobre em outra postagem). Dei uma entrada de R$200,00 e estou pagando o valor promocional total de R$1.000,00 parcelado em 3x no carnê.

Passadas as 24h liguei novamente para o DETRAN e agendei a entrega dos meus documentos. Havia horário disponível no dia seguinte e pude escolher a unidade (no caso, a escolhida por mim foi a sede/RJ). Compareci pouco antes do horário agendado e, apesar do local estar abarrotado de gente, aparentemente não havia muita demanda para o serviço de primeira habilitação.

Na recepção recebi minha senha de atendimento e uma declaração de atividade remunerada que, para ser sincera, não tinha ideia do que se tratava. As atendentes me explicaram que eu deveria preenchê-la alegando (ou não) a minha intenção de exercer atividade remunerada ao volante. É um requisito obrigatório para motoristas e/ou qualquer profissional que transporte pessoas ou bens e a sigla (EAR) consta na PPD (Permissão Para Dirigir) ou na CNH. A única diferença ao preenchê-la positivamente seria que daqui há 5 anos (na renovação da CNH) eu teria que refazer - além do exame médico - o exame psicológico. Então - como no momento não haveria nenhum custo extra - preenchi positivamente. Vai que, né? (Ps.: há como incluí-la depois mediante o pagamento de um novo DUDA)

Após poucos minutos de espera minha senha foi chamada e entreguei minha documentação e a declaração. Assinei um ou dois documentos (não lembro 😂) e fiquei aguardando a atendente - provavelmente - preencher trezentos formulários no sistema. Quando ela terminou pediu para que eu fosse para o outro lado do saguão pois iriam me chamar pelo nome para tirar a foto 3x4 e coletar as digitais. Não esperei nem 5min e quando tudo foi concluído recebi um documento semelhante a este:

(Exceto o campo de motocicleta pois estou tirando apenas na categoria B)
Onde, do outro lado dessa folha, estavam as informações (endereço e telefone) da clínica que havia sido sorteada pelo sistema para que eu fizesse os exames. Segundo eles o sistema sorteia a clínica aleatoriamente de acordo com o endereço da sua casa ou do seu trabalho (somente com a comprovação dos mesmos) e me informaram que eu deveria ligar para agendar diretamente com a própria clínica. 

Saindo do DETRAN fui almoçar e estava tão ansiosa que fiz\a ligação durante o almoço. Foi solicitado apenas o número do meu RENACH (Registro Nacional de Carteira de Habilitação). Estava com um pouco de pressa pois não tinha muitos créditos no celular, mas consegui marcar para a semana seguinte (12/04) às 8h.

PARA SABER TODOS OS DETALHES DOS EXAMES MÉDICO E PSICOLÓGICO CLIQUE AQUI. (EM BREVE)

Com a graça de Deus fui aprovada em ambos e a psicóloga e o oftalmologista preencheram os campos que lhes cabiam da caderneta de exames para que eu levasse para a autoescola e, enfim, pudesse iniciar as aulas teóricas. Levei novamente no mesmo dia após o estágio e os atendentes da autoescola pediram para que eu ligasse no dia seguinte pois demoraria entre 24h e 48h para constar a minha aprovação no sistema. Quando liguei eles me inseriram na turma do horário que eu havia solicitado anteriormente (18h às 20h) e iniciei as aulas dia 17/04. 💞

Até o momento (29/04) fiz 16 horas-aula das 45 que são necessárias e a última será dia 23/05. Perto de concluir farei uma postagem exclusiva sobre as mesmas, mas já adianto que as regras variam de autoescola para autoescola.


E é isso!

A minha intenção ao fazer uma série de postagens sobre esse assunto é - além de registrar o processo - ajudá-los de alguma forma. Espero já ter conseguido através dessa primeira e continuar conseguindo nas próximas.

Até a próxima!

Beijos,
Isabella Proença.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Lista do amor – Março de 2018

quarta-feira, abril 25, 2018 0
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Estou pior do que políticos com as minhas promessas que nunca se cumprem, né? 😂 Apesar de estar conseguindo organizar várias áreas da minha vida é perceptível que o blog - infelizmente - ainda não é uma delas. E sei que - por já estarmos caminhando para maio - a lista do amor de março está atrasadíssima, porém independente disso ela sempre será publicada pois é importantíssima para mim.

Pretendo estabelecer um cronograma semanal para o blog o mais breve possível, mas enquanto isso não acontece prefiro manter a qualidade das postagens ao publicar poucas ao invés de publicar várias que não estejam de acordo com o meu padrão.

Enfim... Vamos ao que interessa! 😊



• SERIADO: Blindspot

Uma influenciadora digital que acompanho (@claramaia_) postou no stories que estava assistindo essa série e fiquei curiosa, mas só a assisti no finalzinho do mês junto com a minha família (exceto o meu irmão que estava em casa). É uma série boa e antiga (no decorrer do episódio o meu pai percebeu que já havia a assistido há alguns anos), mas não nos prendeu e paramos de assisti-la na metade do segundo episódio. Então por que é o seriado do mês? Porque foi o único que assisti. 😂

Sinopse: "Blindspot conta a história de um agente do FBI que, misteriosamente, se vê em meio a uma conspiração. A história começa quando Jane Doe (Jaimie Alexander), completamente sem memória, é encontrada nua no meio da Times Square, em Nova York, com o corpo coberto de tatuagens recentes. E uma dessas tatuagens é o nome do agente do FBI Kurt Weller (Sullivan Stapleton). Agora, ele terá que desvendar os mistérios: quem é esta mulher e o que significam suas tatuagens?"



• FILME: Pantera negra

Fui no cinema duas vezes em março: na primeira assisti 'Cinquenta tons de liberdade', na segunda assisti 'Pantera negra' e não foi difícil eleger o meu filme favorito do mês. Além de ter detestado 'Cinquenta tons', o 'Pantera negra' me surpreendeu demais e talvez tenha se tornado o meu filme favorito do gênero (super-heróis).

Sinopse: "Após a morte do rei T'Chaka (John Kani), o príncipe T'Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T'Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Letitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong'o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás."



• FRASE: "Passo metade do dia odiando minha vida e querendo ser sugada pela minha própria insignificância. A outra metade passo rindo do quanto sou dramática e exagerada." (Tati Bernardi)

Ainda na vibe do livro 'Depois a louca sou eu', a frase do mês é da Tati Bernardi. Confesso que não dediquei tanto tempo a leitura em março, mas escolhi essa frase porque ela tem tudo a ver com as variações de humor que tenho durante as minhas crises existenciais. Graças a Deus não tenho uma há um bom tempo e, de qualquer forma, tirar sarro dessa situação ajuda a aliviar bastante!



• MÚSICA: música clássica

Descobri o paraíso que é ouvir música clássica enquanto trabalho e/ou estudo e não quero mais saber de outra coisa! Ajuda DEMAIS na concentração (não que eu possua alguma dificuldade para me concentrar, mas minha proatividade não deixa que eu me desligue do que está acontecendo ao meu redor e algumas atividades que desempenho requerem 100% de atenção) e traz uma paz de espírito imensurável.



• COMIDA: batata chips, hambúrguer artesanal (Maravilha Burguer) e esfirra de chocolate branco (Habbib's).

Comi tanta coisa gostosa (lê-se gordurosa) que não consegui escolher uma só! 😂 Se fosse para eleger a favorita entre as três seria - sem dúvidas - a esfirra (porque sou uma formiguinha), mas essa batata chips (que comprei num ponto de ônibus da Pavuna) mexeu com meu coração porque me trouxe uma sensação de nostalgia forte e o hambúrguer da Maravilha Burguer é um mimo para o estômago e um alívio pro bolso! 💕



• LIVRO: Ansiedade - Augusto Cury + Ainda sou eu - Jojo Moyes

Como falei acima, não li tanto quanto gostaria em março. Não finalizei nenhum livro, apenas li algumas - reconfortantes - páginas de 'Ansiedade' e finalmente iniciei a leitura de 'Ainda sou eu' (que quase chorei quando soube da existência).



• PESSOA: Eu

É egocêntrica que fala? 😂 #sqn. Me escolhi novamente como a pessoa do mês porque enfim priorizei 100% as minhas vontades, os meus objetivos e - principalmente - a minha sanidade mental. E, sinceramente, posso afirmar com toda a certeza do mundo que foi a melhor coisa que já fiz por mim mesma em toda minha vida - até agora.



• LUGAR: Home office + Meu quarto

Não sei bem se meu home office pode ser considerado um lugar pois - como está localizado dentro do meu quarto - está mais para um ambiente, então na dúvida coloquei os dois! 😂 Mudei a disposição da mesa do meu computador, coloquei o notebook em cima, roubei a cadeira do quarto do meu pai, arrastei a minha sapateira, fiz uma decoração minimalista com coisas que já tinha e voilà: outro nível! Fiquei empolgada igual a uma criancinha! (Queria ter tirado foto do antes para mostrar para vocês).



• OBJETO: Notebook

Minha empolgação com o home office resultou em uma utilização mais frequente do meu notebook! Quando eu estava em casa só ficava sentada na bendita cadeira - mesmo sem ter o que fazer muitas das vezes 😂.



• FOTO: Tudo no lugar

A foto do mês é tão especial, tão inacreditável e tão significativa que não pode - de jeito nenhum - ser divulgada, mas a foto abaixo foi tirada no mesmo dia e a coloquei tanto como uma maneira simbólica de registrar quanto para refrescar a minha memória no futuro (de nada, querida eu!).




• MOMENTOS: Presentes de dia da mulher + Lar doce lar + Tudo no lugar + Uma diária no Hotel Gamboa

1. O Léo me surpreendeu ao me encher de mimos no dia da mulher (8/3). Eu estava na casa dele e ele chegou do trabalho com um copo fofíssimo (coloquei meu home office), um perfume super cheiroso da boticário (estou usando todos os dias), um porta retrato (está no meu criado mudo), um chaveiro com a frase: "nas mãos de Deus" (onde pus minhas chaves imediatamente) e chocolates brancos (meus favoritos)! 💞 (FOTO)

2. Sobre o 'priorizar a sanidade mental' que citei no início da postagem: voltei a ficar em casa full time definitivamente (17/3). 🙏

3. Tudo no lugar: o momento que gerou a foto do mês e que também não posso descrever, mas que está marcado eternamente no meu coração. 👩👨👦👧

4. Eu e o Léo pegamos uma diária no Hotel Gamboa de quinta para sexta (29/3 - 30/3) tanto para descansarmos quanto para termos café da manhã "de graça" (😂) e foi incrível! Estávamos sem nos ver há uma semana e conseguimos ter privacidade, descansar com qualidade e comer horrores! 😋 É um hotel simples e acessível, mas super aconchegante. (FOTO | FOTO | FOTOFOTO | FOTO)



E é isso, amores! Março foi um ótimo mês, mas *spoiler* abril está sendo ainda melhor e tenho fé em Deus que a tendência é melhorar cada vez mais a partir de agora.

Vou correr para fazer a lista de abril pois não quero atrasá-la de jeito nenhum! Em maio a Bebecca chega e quero que o blog esteja 100% atualizado para receber as postagens sobre/para ela! 👶

Até a próxima.

Beijos,
Isabella Proença.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Depois a louca sou eu

segunda-feira, abril 09, 2018 0
Estava numa dúvida tremenda sobre qual livro ler porque na verdade nenhum havia chamado minha atenção (e os que estão na minha wishlist literária ainda estão muito caros 😂), até que me deparei com a autora Tati Bernardi e automaticamente voltei no tempo.

Conheci a Tati em 2009/2010, quando me apaixonei pela primeira vez e não fui correspondida da forma que deveria. Me identificava com os textos dela num nível "meu Deus, alguém invadiu minha mente e expôs tudo o que estou vivendo e sentindo". Já chorei, sorri, gargalhei e chorei mais um pouco lendo cada uma de suas palavras e em alguns momentos (aqueles em que ninguém aguenta mais ouvir o nome do fulano) elas foram minha única companhia. 

Sempre amei escrever e - como me identificava com ela - passei a também me inspirar. Algo como "o que a Tati diria sobre isso?" inconsciente. Frases como "a vida fica surda sem você porque o volume do mundo abaixa para ouvir o meu grito interno" "não te escrevo porque nada mais tem o tamanho do que quero dizer" "o fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim" "eu passo quieta por você, você passa quieto por mim e eu ainda escuto o barulho que a gente faz" "talvez meu amor tenha aprendido a ser menos amor só para nunca deixar de ser amor" e textos como "a rede social" e "eles se amam" marcaram (literalmente - em todos os sentidos da palavra) a minha vida.

Infelizmente meus textos antigos foram excluídos-definitivamente-sem-sequer-uma-porra-de-backup há alguns anos num momento de surto quero-apagar-o-fulano-da-minha-existência-porque-ele-é-um-inútil-e-não-merecia-ter-me-conhecido combinado com ciúmes irracionais do meu namorado da época (hoje noivo), mas alguns - modéstia a parte - realmente pareciam ter sido escritos (ou ao menos supervisionados) por ela.

Há 6 anos atrás quando minha mãe veio para o Brasil (ela mora em Portugal) fomos na livraria Travessa do Barra Shopping e eu estava louca atrás de um livro da Tati Bernardi. Já havia procurado em diversas livrarias de shoppings da Baixada Fluminense, Zona Sul e Zona Norte e não encontrava de jeito nenhum. Me enchi de esperanças de achar lá por ser uma livraria enorme e - para minha felicidade absoluta - finalmente tinha! 'A menina da árvore'. Estava super empolgada até minha belíssima mãe olhar para o livro e dizer "não vou comprar, cultura inútil". Que ó-d-i-o! Mas aos 16 e sem nenhum centavo no bolso, não tinha muito o que questionar. No fim acabei levando Cinquenta Tons de Cinza (rs). Ainda não era famoso, nunca havia ouvido ninguém falar sobre, mas a capa me chamou atenção, mostrei a descrição pra ela e ela aprovou. Não vimos o aviso de conteúdo erótico, só descobri quando cheguei em casa e pesquisei sobre ele. Irônico, não? "Cultura inútil", aff!

Nesse mesmo ano (2012) comecei a namorar com meu atual noivo e passei por uma fase feliz-demais-para-ler-Tati-Bernardi que ia e voltava com frequência, até que depois de uns 2 anos se estabeleceu e permaneceu até dia 20/02/18 (data em que comecei a ler esse livro) - com exceções dos momentos de nostalgia. E foi nesse mesmo dia conheci um lado da Tati que eu nunca havia explorado e que hoje me identifico bastante: o monstro da ansiedade.


EDITORA: Companhia das Letras;
• I.S.B.N.: 9788535926576;
• NÚMERO DE PÁGINAS: 144;
• ANO DA EDIÇÃO: 2016;
• AUTORA: Tati Bernardi;

SINOPSE: "Em Depois a louca sou eu, Tati Bernardi escreve sobre a ansiedade com um estilo escrachado, ágil, inteligente e confessional. As crises de pânico, a mania de organização, os remédios tarja-preta e os efeitos da ansiedade em sua vida aparecem sob o filtro de uma cabeça fervilhante de pensamentos, mãos trêmulas, falta de ar e, sobretudo, humor.
Tati consegue falar de um tema complicado, provocar gargalhadas e ainda manter o pacto de seriedade com o leitor. A capacidade de rir de si mesma confere a tudo isso distância, graça e humanidade. Depois a louca sou eu é a entrada em cena de uma escritora que ombreia com os melhores da nova literatura brasileira."


RESENHA: A experiência de ler esse livro no ápice da crescente da minha ansiedade foi sadicamente interessante. Em alguns momentos senti que devia dar uma pausa, mas queria continuar lendo e - assim como quando eu era criança e colocava sal em meus machucados - apesar dos pesares continuei ininterruptamente.

O livro reúne uma série de histórias reais vividas pela Tati onde o medo foi seu maior rival. Momentos em que ela travou lutas internas contra o monstro da ansiedade enquanto precisava desempenhar suas tarefas rotineiras simultaneamente. Dias em que a desesperança e o desespero tomaram conta do seu ser por razões que certamente causariam estranheza àqueles que respeitam suas bordas mentais, mas que gerariam uma inexplicável sensação de conforto àqueles que - assim como eu - violaram toda e qualquer delimitação psíquica - não por satisfação pela martirização alheia e sim pela companhia em meio ao infindável abismo da solidão psicológica.

Porém não se deixe enganar pelas minhas profundas e tristonhas reflexões: a abordagem que a Tati utiliza para descrever todas essas situações é tudo, menos deprimente. Um humor tão ácido quanto sincero que dá sentido à expressão "rir para não chorar". Ri, chorei, gargalhei, sofri e - no fim - sorri.

Está a anos-luz de ser um livro de autoajuda, mas para mim funcionou como tal. Algumas crises foram desencadeadas durante e após a leitura devido a descrição minuciosamente detalhada do turbilhão de pensamentos que regem meus piores pavores, porém elas foram - na medida do possível - benéficas pois passei a me permitir senti-las em vez de somente temê-las. Minha visão se expandiu e esse foi o pontapé inicial para que eu tomasse decisões importantes sobre o rumo da minha vida me baseando única e exclusivamente nas minhas próprias vontades.


Ao acessar o arquivo de clippings do meu Kindle me assustei com a quantidade de trechos destacados pois - por não ter conseguido definir quais foram os meus capítulos favoritos - decidi comentar brevemente sobre cada uma das citações que mais me identifiquei e - como foram várias - precisei reduzi-las ao máximo. Restaram 11 e, ainda que continue sendo muita coisa, tive que deixar no mínimo 10 de fora. A frase que utilizei no início dessa postagem ("meu Deus, alguém invadiu minha mente e expôs tudo o que estou vivendo e sentindo") nunca fez tanto sentido.

CITAÇÕES:

"Escrevo para saber que tenho bordas, como um morto na cena do crime. Talvez escrever me salve diariamente de não enlouquecer de verdade." (Página 5)
Ter lido essa frase logo no início do livro me impactou profundamente e me fez viajar no tempo. Lembrei de todas as razões que me levaram a começar a escrever e concluí que, de fato, sem a escrita teria sido impossível superar algumas situações. Interpretei o "bordas" como limites pois o ato de colocar no papel nossos sentimentos e pensamentos faz com que tenhamos uma visualização palpável do que somos - o que, ao menos para mim - é impossível fazer de outra forma senão essa.

"Quando comecei a escrever, foi para não me assustar tanto guardando tanto só para mim." (Página 5)
E - pegando o gancho do que estava falando sobre a citação anterior - escrever também é para mim uma maneira de mensurar. Só temos consciência da importância que algo tem para nós quando o expomos. Guardar faz com que esse algo  - principalmente se for negativo - se torne maior do que é de fato. Escrever não resolve nenhum problema, mas te mostra o caminho para a solução de todos eles.

"Pode parecer papo de velha, e claro que a coisa piora com a idade. Mas eu já pensava essas coisas aos quinze anos. Eu sempre pensei essas coisas, desde que comecei a pensar coisas." (Página 8)
Eu já pensava essas coisas aos 5 anos quando abraçava o meu pai de olhos abertos na esperança de registrar aquela cena eternamente na minha mente. Eu já pensava essas coisas aos 5 anos quando - como se estivesse rezando um terço eterno - pedia para Deus proteger o meu pai 24h por dia na minha mente (faço isso até hoje acrescentando meus irmãos e meu noivo). Eu já pensava essas coisas aos 5 anos quando decidi que não repetiria os erros da minha mãe. [...] Eu já pensava essas coisas.

"Como se faz para ir a qualquer lugar sem achar isso gigantescamente insuportável? Sem ficar cansada antes mesmo de ir?" (Página 10)
No ápice das minhas crises essa se torna uma tarefa árdua e é uma das coisas que mais me incomoda por dificultar o cumprimento das minhas obrigações diárias.

"A ansiedade é como se existir fosse uma crise de abstinência de algo que não existe” (Página 58)
"O pânico é a necessidade urgente de uma cama que não existe." (Página 62)

"Meus pais estão envelhecendo e isso é triste e assustador." (Página 11)
É desesperador imaginar a minha vida sem o meu pai. Me dá uma aflição tão intensa que só de estar escrever sobre me causou palpitação. Não vou me estender porque realmente não sou capaz, mas espero nunca precisar sentir a dor real de perdê-lo.

"Me toquei de que todos nós morreríamos, minha mãe morreria, eu morreria, aquele casal na minha frente morreria, o cara que eu estava tentando esquecer (e que ideia ir sozinha para Paris!) morreria, o bebê cantor Jordy talvez já tivesse morrido, porque nunca mais se falou dele, e comecei a de fato passar muito mal." (Página 12)
Essa foi a descoberta mais dura da minha vida. A morte é a nossa única certeza, porém nunca havia refletido sobre o que ela significava de fato porque a minha fé era maior do que meus medos. Quando isso mudou e me dei conta do inevitável destino de todos nós foi como se minha mente implodisse. E até hoje tento me reconstruir em meio aos escombros que restaram após toda a destruição.

"É como se minha mente fosse uma chaleira e, de repente, apitasse antes de derramar." (Página 19)
Além de refletir em excesso, eu também penso em todas as possibilidades ruins que podem acontecer com 3 objetivos: 1) tentar impedir que ocorra simplesmente porque me antecipei 2) tomar uma atitude que impossibilite tal fato 3) não ser pega de surpresa. É uma neurose diária, ininterrupta, angustiante e dolorida.

"Eu poderia parar, mas não é o caso. Poderia não pegar outro quadradinho do chocolate. Não é nem pelo prazer, é para “fazer parar”. Acabar com o chocolate para que eu não fique com o pensamento apitando: “tem lá um chocolate”." (Página 84)
Fiquei muito assustada ao ler isso porque SEMPRE fui assim e nunca entendi muito bem o motivo. Enquanto meu irmão comia um quadradinho do chocolate e guardava o resto para depois, eu enfiava tudo na boca porque não conseguia parar de pensar que havia um chocolate na geladeira.

"As pessoas rasas são mais felizes, mas elas nem sentem isso de verdade porque são rasas, então não vale." (Página 88)
E, dentre todas as citações que separei, essa foi a mais reconfortante. Uso muito o termo "pessoas rasas" na minha vida (Léo que o diga 😂) e foi a primeira vez que vi/li alguém o utilizando. Espero não estar sendo redundante, mas é impossível não destacar o quão maravilhoso é não se sentir intelectualmente solitária (não que eu seja um gênio, só não encontrei uma palavra melhor para me expressar 😂). 


CONCLUSÕES FINAIS: Nunca havia me identificado tanto com um livro quanto me identifiquei com esse e acredito que grande parte das pessoas que sofrem de ansiedade também se identificarão, porém se eu tivesse que escolher apenas um grupo de pessoas para recomendá-lo, escolheria aquele dos que convivem com o(s) ansioso(s). Às vezes esquecemos que enfrentar esse mal é tão difícil para nós quanto para quem está ao nosso lado e muita das vezes a intensidade dos sentimentos nos impede de explicá-los e - consequentemente - de sermos compreendidos. Acredito que esse livro possa dar um norte para quem está disposto a ajudar quem ama.


E é isso.

Até a próxima!

Beijos,
Isabella Proença.

domingo, 18 de março de 2018

21º aniversário da minha melhor amiga

domingo, março 18, 2018 1
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Na postagem de hoje venho compartilhar um pouco de como foi a comemoração do aniversário da minha melhor amiga. Ela completou 21 anos dia 13 de janeiro e fez uma festa maravilhosa! 

A última festa dela havia sido no aniversário de 15 anos, na última viagem com a mãe (que faleceu pouquíssimo tempo depois), então há uma carga emocional muito grande em torno desse evento de maneira geral - o que tornou a celebração ainda mais significativa.

Tudo começou a ser planejado e organizado no fim de novembro e - apesar do prazo curto - todos os detalhes ficaram perfeitos!


A ideia de fazer uma festa partiu primeiramente do Mauro (marido da Mai)