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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Até o último homem

sexta-feira, junho 23, 2017 13
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim.

A resenha de hoje é sobre um filme de guerra diferente de todos os outros que já assisti na minha vida.


  • Título Original: Hacksaw Ridge;
  • Data de lançamento: 26 de janeiro de 2017;
  • Duração: 2h20min;
  • Direção: Mel Gibson;
  • Elenco: Andrew Garfield, Vince Vaughn, Teresa Palmer e mais;
  • Gêneros: Drama, Guerra, Biografia;
  • Nacionalidades: Austrália, EUA;
Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss (Abdrew Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.


Antes de escrever uma resenha leio várias e dessa vez não foi diferente, mas confesso que me surpreendi com a opinião dos meus colegas blogueiros. Sempre deixo claro que não possuo conhecimentos técnicos sobre a indústria cinematográfica e que minha avaliação é única e exclusivamente sobre a história, logo compreendo críticas e pontuações mais específicas que não sou capaz de fazer, porém ler críticas tão severas em relação a religião de Desmond (já que estamos falando de uma biografia, ou seja, contexto real) mesmo após tudo o que sua fé e sua convicção o possibilitaram fazer, foi difícil de engolir.

Apesar de algumas modificações e até mesmo algumas ocultações (clique aqui para ver as diferenças), o filme permaneceu fiel a história verdadeira. Natural da Virginia, Desmond Doss cresceu em um lar conturbado. Seu pai - ex-militar - ainda carregava sequelas emocionais da Primeira Guerra Mundial: se tornou um alcoólatra e constantemente era agressivo e hostil, principalmente em relação a sua esposa - mãe de Doss.

Na infância, durante uma briga, Desmond atingiu a cabeça de seu irmão com um tijolo e quase o matou. De família Adventista, o ocorrido o fez refletir sobre assassinato e sobre um dos dez mandamentos de Deus: "não matarás".


Anos se passaram e, já adulto, limpava as janelas da igreja que frequentava quando percebeu uma movimentação estranha na rua. Ao averiguar salva a vida de um rapaz que havia sofrido um acidente amarrando um torniquete em sua perna e o levando para o hospital às pressas.

Neste mesmo dia ele conheceu a enfermeira Dorothy - por quem se apaixonou instantaneamente - e revelou seu sonho de ser médico - que foi frustrado pela falta de recursos financeiros. 

A forma com que o relacionamento dos dois nasce é linda, pura e verdadeira. Foi impossível conter o sorriso involuntário ao assistir. 


Apesar da relutância de seu pai, Desmond decidiu se alistar para a Guerra após o ataque a Pearl Harbor, mas - diferente dos demais - sua intenção era servir como médico e não matar ninguém.

Ele deixou Dorothy, que a essa altura já era sua noiva, com a promessa de que se casariam assim que ele tivesse sua primeira folga.  


No campo de treinamento tudo ocorria bem até Desmond relevar que não tocaria em armas e que não poderia trabalhar aos sábados devido ao Sabá (entenda o significado). O fato dele ser um Objetor de Consciência (entenda o significado) incomodou os demais soldados - que passaram a atormentá-lo constantemente de diversas formas. 

Mas nem a agressão física, nem a suspensão inesperada (e injusta) de sua folga o fizeram desistir de seu objetivo. 

“I don’t know how I’m going to live with myself if I don’t stay true to what I believe.”
– Desmond Doss
("Não sei como viverei comigo mesmo se eu não for fiel ao que eu acredito.")

O prenderam, o levaram a julgamento e estavam prestes a condená-lo quando seu pai, Cabo Thomas Doss, levou uma carta do General Comandante de Serviços de Guerra de Washington, que dizia que os direitos do acusado estavam protegidos pela Constituição e que ele não poderia ser compelido a pegar em armas. Imediadamente as acusações foram retiradas pelo Coronel e o caso foi anulado.

Soldado Doss, está livre para ir ao inferno da batalha sem uma única arma para de proteger.


E é a partir daí que entramos no Campo de Batalha de Okinawa, na aterrorizante Cordilheira de Hacksaw dominada pelos japoneses.

As cenas de Guerra são alucinantes. Há muitos tiros, chamas, explosões e mortes, mas nossa perspectiva acaba sendo diferente da perspectiva que temos sobre outros filmes do mesmo gênero. O foco não está necessariamente em vencer e sim em ajudar os feridos. 

No primeiro dia de batalha Doss reflete sobre o momento que prometeu a Deus que jamais tocaria em uma arma novamente e nos permite compreender a raiz de seus princípios e valores morais. 

No segundo dia de batalha os soldados americanos são surpreendidos por intermináveis soldados japoneses que os obrigaram a recuar e causaram inúmeras mortes, mas - enquanto os demais buscavam sua própria proteção - Desmond clamou a Deus e optou por salvar vidas.

Sem nenhuma arma, sua única cobertura vinha dos navios americanos que bombardeavam Hacksaw e dificultava a visão dos japoneses, mas - infelizmente - não durou muito tempo. Por pouquíssimos soldados terem conseguido recuar de fato, o capitão solicitou que o bombardeio cessasse.

Ainda assim ele não desistiu.

“Please, Lord, help me get one more.”
– Desmond Doss
("Por favor, Deus, me ajude a levar mais um.")


Essa é a história de um "covarde" que salvou 75 homens graças à sua "loucura". Essa é a história do "fanático religioso" que foi o primeiro Objetor de Consciência a receber uma Medalha de Honra. Essa é a história de um herói que atribuiu toda a sua glória ao Senhor.  

Desmond Doss viveu 87 anos (1919-2003), foi casado com Dorothy (1920-1991) durante toda a sua vida (1942-1991) e eles tiveram um filho (Desmond Doss Jr).


Esse filme me fez refletir muito sobre fé, integridade e valores. Tirei lições valiosas que espero conseguir aplicar na minha vida. Não devemos tratar nossas crenças com desdém, pois - no final das contas - elas definem quem nós somos e não importa o que digam ou pensem, sabemos o que estamos fazendo e isso nos basta.

Desmond Doss foi (e continua sendo) um exemplo de ser humano que merece ser seguido a risca.


Tenho recomendado a todos os meus amigos e não há nenhum que não tenha gostado. Estou torcendo para que a indicação seja válida para vocês também.

Até a próxima! <3

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Update #3

segunda-feira, novembro 21, 2016 32
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim! 

Me ausentei do blog no mês anterior porque estava precisando. Hoje retorno, não totalmente recuperada, mas com vontade de seguir em frente!

Decidi abordar assuntos que têm me distraído, interessado, ajudado e etc (como sempre fiz) em vez de apenas desabafar. Falar sobre minhas dores estava fazendo com que o blog - de certa forma - me fizesse mal.

E agora, sem mais delongas, vamos ao resumão do mês! (Porque sempre serei a louca dos registros).


Participei de duas festas surpresas: uma da minha prima (e manicure) Nathália e a outra da minha cunhada Sheila.

Amei participar da festa da Naná pois conseguimos reunir toda a família e isso não acontecia há muito tempo. Ela não suspeitou de nada e ficou super emocionada. Apesar da correria da arrumação da mesa e da compra dos 'quitutes' que deixamos pra última hora, foi muito divertido! Nada melhor do que estar com as pessoas que mais amamos no mundo, né? PARABÉNS, PRIMA!


A festa da minha cunhada foi algo mais íntimo, mas o corre-corre foi o mesmo! No fim deu tudo certo e ela gostou bastante da surpresa. As comidinhas ficaram deliciosas e ganhei vários elogios pelos brigadeiros e beijinhos (e eu nem como coco, hein?!). PARABÉNS, CUNHADA! 


Voltei a frequentar a faculdade assim que minha licença acabou e, nossa, perdi MUITA coisa! Faltavam apenas duas semanas para o início provas e isso me desesperou um pouco já que - além de tudo - não havia feito amizade com ninguém. Mas corri atrás do prejuízo, tive ajuda de um colega (que tem potencial para se tornar um grande amigo) e tirei excelentes notas em 60% das matérias... No restante (matemática e contabilidade) estou confirmadíssima na A3! Rs.


Dia 27/09/2016, terça-feira, fui ao cinema sozinha pela primeira vez na vida e foi uma experiência bastante significativa devido ao filme que assisti ("Cegonhas - A história que não te contaram") e o momento em que o assisti.

Estava na faculdade e decidi, do nada, que iria assim que a aula terminasse... E fui! Há tempos não 'honrava' os compromissos que fazia comigo mesma e fiquei extremamente feliz por tê-lo feito. 

Peguei o metrô correndo para o Shopping Nova América, já havia conferido o horário da sessão pelo celular, ao chegar errei o lado da entrada e tive andar o shopping inteiro até chegar no cinema, mas no final tudo deu certo: comprei meu lanche e assisti o filme sem perder nenhum segundinho dele.

Só havia crianças na sala, o filme era em 3D e eu chorei. Não existia a possibilidade de eu não chorar.


Saí do meu emprego e foi a melhor coisa que fiz por mim mesma esse ano. Aprendi bastante e levarei essa experiência pro resto da vida: no bom e no mau sentido. Não vou me estender muito pois não quero/não posso/não vou expôr ninguém, mas quando não há uma separação entre relação pessoal e relação trabalhista, dificilmente haverão resultados positivos dentro de uma equipe. Estou feliz por ter me desvencilhado e ansiosa para encontrar desafios que desenvolvam minhas habilidades e me auxiliem no descobrimento de novas. 


Eu e o Léo ficamos extremamente viciados na série 'The 4400'. Estamos a assistindo há pouco mais de um mês e falta menos de meia temporada para finalizarmos - infelizmente. Não falarei sobre ela nesse post pois liberarei a resenha dela essa semana, mas ela está disponível na Netflix para quem quiser assistir! 


Assisti o jogo do Botafogo no estádio duas vezes: uma só com o Léo e outra com ele, com meu pai e com meu irmão. O Botafogo está jogando na Ilha esse ano e não gosto nenhum pouco desse estádio, mas amo estar com meus meninos... Os melhores momentos do mundo são ao lado deles! <3


Minha melhor amiga, eu e o Léo conseguimos nos desencontrar do marido dela em Ipanema. Foi extremamente bizarro pois a praia estava quase deserta, mas passeios malsucedidos são com a gente mesmo! Kkk. Ps¹.: tô dando risada agora, porém na hora quase morri de preocupação... Achamos que ele tinha sido assaltado, sequestrado e etc. Ps².: o único saldo positivo do dia foram as fotos. 


The Walking Dead voltou após um hiatus que parecia ser eterno devido ao suspense que criaram em torno do assassinato brutal de um dos personagens pelas mãos de Negan e sua companheira Lucille. Pra quem - assim como eu - já havia lido a HQ a morte de Glenn não foi surpresa, mas não deixou de ser dolorosa. A de Abraham  também era esperada - apesar de ter sido alterada - e a reação dele à primeira paulada nos mostrou toda sua valentia e honra.

Farei um post sobre TWD, mas não no formato resenha pois é uma série conhecidíssima e estou formulando um formato mais informal para séries e filmes famosos. Aguardem!

A série é transmitida na Fox, todo domingo, 00h30min.


MasterChef Profissionais Brasil estreou e me surpreendeu positivamente! Estava bastante ansiosa pois acompanho esse programa há muito tempo pelo Discovery Home&Health e era perceptível o baixo nível das versões amadoras brasileiras quando comparadas às internacionais. Essa versão atual elevou o nível do programa e, como podem perceber através da montagem escrota que fiz abaixo, já tenho o meu candidato favorito! #TeamIvo.

O programa é transmitido toda terça-feira às 22h30min na band.


E pra finalizar com chave de ouro não poderia deixar de falar sobre X Factor e Cristopher Clark! Já falei diversas vezes que não ligo para música e reafirmo isso aqui, porém desde que comecei a acompanhar X Factor me apaixonei pela voz desse cantor incrível que é o Cris. Virei fangirl mesmo! O cara arrebenta, sério.

Atualmente ele está no top 6 do programa que está num nível lamentável pois agora é o público que elimina os participantes (e também porque a transmissão ao vivo da band é péssima), mas continuo assistindo só para ouví-lo. Inclusive reativei meu twitter exclusivamente para votar nele! Kkk. #FicaCristopher. Se você ainda não o conhece, delicie-se clicando aqui!

O programa é transmitido às segundas e quartas-feiras às 22h30min.


E é isso! Obviamente aconteceram mais coisas nesse tempinho, porém algumas não são tão relevantes e outras são tão importantes que terão um post específico.

Mas e aí... Já participaram de alguma festa surpresa? Como está a faculdade? Já foram ao cinema sozinhos? Estão trabalhando? Assistem algum dos programas ou séries citados? Já perderam alguém na praia? Kkkk. Me contem nos comentários!

Espero que tenham sentido minha falta, porque agora não os deixarei esquecerem de mim! Kkk.

Até a próxima! <3

terça-feira, 12 de julho de 2016

Como eu era antes de você – Filme

terça-feira, julho 12, 2016 2
CONTÉM SPOILERS

Assistir um filme baseado num livro que você já leu é algo extremamente delicado. Primeiro porque é inevitável criar um milhão de expectativas em cima de todo o cenário que as páginas lidas te levaram a construir/imaginar. Segundo porque o ditado "uma imagem vale mais do que mil palavras" quase sempre é falso.

Recentemente liberei a resenha do livro aqui no blog e caso você não tenha lido o livro recomendo que a leia (resenha) antes de ler esse post.


  • Data de lançamento: 16 de junho de 2016.
  • Duração: 1h 50min.
  • Direção: Thea Sharrock.
  • Elenco: Emilia Clarke, Sam Claflin, Janet McTeer e mais.
  • Gêneros: Drama, romance.
  • Nacionalidade: Reino Unido.
  • Título original:  Me Before You.
  • Distribuidor: Warner Bros.
Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.



Decidi separar esse post por tópicos para organizar melhor meus pensamentos.

Emilia Clarke como Louisa Clark:

A interpretação da atriz escolhida para representar a Lou me incomodou desde os trailers e, infelizmente, assistindo ao filme não foi diferente. Achei suas expressões faciais exageradas, algumas características (carismática, única, atrapalhada, espontânea, divertida) excessivamente destacadas enquanto características importantes (insegura, sensível, madura, crítica, dedicada) se tornaram quase imperceptíveis.

O livro retrata Lou como uma pessoa ímpar, original, excêntrica e moderadamente engraçada sem deixar de ser uma mulher de 26 anos. O filme mostra uma adolescente.

  
Sam Claflin como Will Traynor:
Me surpreendi com a representação que o Sam fez do Will. Não levei muita fé nele assistindo os trailers, mas felizmente me enganei. Acho que ele soube equilibrar bem o jeito mais duro do Will do livro com a leveza que o cinema pede (por não haver tanto tempo para mostrar mudanças e evoluções).


Roteiro:

Quando descobri que foi a própria Jojo Moyes que escreveu o filme fiquei decepcionada. Senti que o roteiro foi moldado para não haver continuação.

Eu sabia que cortes seriam necessários, mas alguns do que ela escolheu fazer eram essenciais para o desenvolvimento da história. Exemplos: 1) O labirinto. É uma das poucas páginas do livro em que o Will cuida ao invés de ser cuidado. É onde a Lou revela seu trauma de adolescência que explica seus medos e sua insegurança. É algo que fortalece a relação dela e do Will, os aproxima mais. 2) A infidelidade do Sr. Traynor. Quem leu a continuação do livro sabe o porquê de eu estar mencionando isso. 3) Lou e Patrick morarem juntos. Além de afetar a relação da Lou e do Will, faz com que a Lou entenda o que está acontecendo em seu namoro e aceite seus sentimentos. 4) A relação da Lou com a sua irmã em relação à situação financeira da família. Apesar de serem próximas, há um conflito pela Treena ter engravidado jovem, o peso de tudo ter caído nos ombros da Lou e ainda assim sua irmã ser considerada a filha perfeita e ser levemente ingrata. 5) Irmã de Will. É através dela que a Lou descobre os planos de Will. 6) Patrick aciona a imprensa. Patrick conta tudo sobre os planos de Will para a imprensa depois que a Lou o deixa (antes da viagem) e o pequeno bairro que ela mora é tomado por jornalistas. 7) Tatuagem. Quando Lou menciona que sempre quis fazer uma tatuagem, mas nunca teve coragem por medo da opinião dos pais e de Patrick, Will leva Lou a um estúdio de tatuagem e ela faz o desenho que sempre quis: uma abelhinha. Will tatua seu prazo de validade: a data do acidente que o paralisou.

Enfim, vou parar por aqui se não a resenha inteira será sobre esses cortes decepcionantes.

O desenvolvimento:

Apesar de todos os cortes o filme não perdeu o sentido, o que é extremamente importante. Quem não leu o livro conseguiu entender, mesmo que de uma maneira rasa e fraca, o desdobramento de toda a situação... PORÉM transformaram a história numa comédia romântica!

Durante o livro eu sorri enquanto chorava diversas vezes, porém no filme eu sequer me emocionei. O humor ultrapassou os limites. Exemplo: corrida de cavalos. No livro Will fica extremamente triste, aborrecido, reflexivo... É um passeio tenso, ele não opina sobre nada e no fim discute com a Lou. No filme até a discussão com a recepcionista do restaurante foi engraçada.

Estou sendo dura demais? Estou! Mas não por implicância ou coisa do tipo e sim porque substituíram diálogos importantes por bobagens.

Elenco:

No geral gostei das escolhas dos atores, porém 1) Esperava um Patrick lindo e – me perdoem os fãs – achei esse ator feio demais. 2) Imaginava a Treena mais bonita. Não que a atriz não seja, mas ela é normalzinha e no livro a personagem é descrita de uma forma que chama a atenção. 3) Pensei que o Nathan seria negro. Deu um pouco de bug no meu cérebro vê-lo branco, mas me acostumei rápido... Até porque esse ator é ótimo e lindo! Huahuahua.



Pontos positivos:

Mesmo tendo feito todas essas críticas eu gostei do filme. Quando não o comparamos ao livro ele se torna muito bom, porém um pouco clichê (estilo "A culpa é das estrelas").

Acredito que a ideia de trazer mais humor e leveza a história deu certo em relação ao público, ainda que não tenha me agradado. E ficou REALMENTE engraçado, só não entendi o porquê de não focarem um pouco mais na família e, principalmente, no sobrinho da Lou se a proposta era tornar o filme mais "divertido".

Entretanto não posso deixar de destacar a minha cena favorita que é também a minha parte favorita do livro: o Will presenteando a Lou com a meia de abelhinha. Gente!!! Eu sou extremamente detalhista e pra mim essa foi a maior demonstração de afeto da história inteira, sério. Não consigo assisti-la, lê-la ou lembrá-la sem um sorriso no rosto.



Resumindo:

  1. Eu esperava muito mais do filme.
  2. Tenho 90% de certeza que não haverá continuação. 
  3. Não derramei uma lágrima.
  4. Apesar de tudo continuo sendo fã da história. 
E vocês, o que acharam do filme? Me contem nos comentários.

Até a próxima! <3 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Capitão América 3: Guerra Civil

terça-feira, maio 10, 2016 29
Oi pessoal, tudo bem com vocês?

No dia 07/05 assisti - finalmente - 'Capitão América 3: Guerra Civil' e hoje trago a tão aguardada resenha do mesmo!

Quero deixar claro que não sou nenhuma fã dos quadrinhos, portanto a minha opinião sobre o filme será completamente imparcial, porém nada técnica. Exporei apenas a percepção pessoal e leiga que tive.


  • Data de lançamento: 28 de abril de 2016.
  • Duração: 2h 28min.
  • Direção: Anthony Russo e Joe Russo.
  • Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson e mais.
  • Gêneros: Ação, ficção, super-herói.
  • Nacionalidade: EUA.
Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.


Criei bastante expectativa sobre esse filme e ele não me decepcionou em nenhum momento. Achei incrível a forma com que eles conseguiram equilibrar ação e drama de uma maneira concreta e ainda adicionar uma pitada de humor sem que soasse falso ou forçado.

Como foi dito (e bem dito!) por muitos, a diversidade de personagens foi um grande desafio que - na minha opinião - eles venceram.

  
Uma das coisas que mais me agradou foi o fato de não haver rodeios, muito pelo contrário, há ação do início ao fim.

As lutas são duras, rápidas e nada monótonas. Assisti em 3D e os movimentos deram um toque a mais de emoção, tensão e empolgação. 


A oposição entre o Capitão América e o Homem de Ferro é muito interessante, reflexiva, bem abordada e bem explorada, pois o sentimento de parceria e amizade que existe entre eles torna tudo mais íntimo e intenso.

E não, não estou sendo contraditória ao ter afirmado acima que há muita ação e ter dito agora que há emoção. Esses dois itens que costumam ser opostos nesse gênero se entrelaçaram de uma forma única e extremamente envolvente.

Talvez essa seja a razão do sucesso e da interação que houve entre o público ao escolher um dos lados e defendê-lo com unhas e dentes.


Zemo (à esquerda) é um dos principais vilões da trama e me surpreendeu bastante. Sua motivação é clara, seu plano é genial, mas ele está longe de ser um psicopata. A construção do personagem foi feita de uma forma muito humana e pessoal.

Bucky - Soldado Invernal - (à direita) acrescenta o lado pessoal à disputa - até então ideológica - entre Steve e Tony.


Outro ponto interessante que não posso deixar de mencionar é como essa discordância dividiu os vingadores, mas - diferente do Iron e do Capitão - sem afetar a relação pessoal que existe entre eles.

O time do Homem de Ferro conta com: War Machine, Viúva Negra, Pantera Negra, Visão, Homem-Aranha.

O time do Capitão América conta com: Falcão, Homem Formiga, Gavião Arqueiro, Feiticeira Escarlate e Soldado Invernal.


A aparição do Homem-Aranha foi breve, porém bem explorada e bem diferente do que imaginei - de um jeito bom. Numa versão bem mais jovem e com seus poderes ainda recentes - e extramente intensos e funcionais.

Ele foi encaixado perfeitamente no contexto de toda história e me arrancou boas risadas.


Agora peço licença para vocês para declarar todo o meu amor pelo Homem Formiga! Rs. Sério, gente, ele é um dos meus super-heróis favoritos e fiquei extremamente empolgada ao vê-lo lutando ao lado do Capitão América.

A aparição dele foi ainda mais breve do que a do Homem Aranha, porém igualmente útil e também me arrancou boas risadas.

Em breve postarei uma resenha sobre o filme dele.


Apesar de ser #TeamCap preciso reconhecer que a interpretação do Robert Downey Jr. foi fenomenal. Ele se conectou ao personagem de forma única e me passou sinceridade ao ponto de fazer com que eu derramasse algumas lágrimas.


A minha admiração pelo Capitão América tem muito a ver com seus valores e princípios - os quais eu muito me identifico.

Chris Evans faz jus ao personagem que interpreta, muito me impressiona a tranquilidade e clareza de ideias que ele demonstra apenas com suas expressões faciais.


O final não é tão explosivo como naturalmente esperamos. O filme se mantém equilibrado e a reflexão está presente em todos os momentos.

Há duas cenas extras: Uma logo após os primeiros créditos e outra após todos os créditos, não deixe de assistir!

Espero que haja outro filme pois a última cena me deixou com gostinho de quero mais.

E vocês, já viram o filme? Se sim, o que acharam? Se não, estão animados para vê-lo? Me contem nos comentários!

Até a próxima! <3

quinta-feira, 31 de março de 2016

Batman VS Superman

quinta-feira, março 31, 2016 43
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Hoje trago a resenha de um dos filmes mais esperados do ano.

Quero deixar claro que não sou nenhuma fã dos quadrinhos, portanto a minha opinião sobre o filme será completamente imparcial, porém nada técnica. Exporei apenas a percepção pessoal e leiga que tive.

O assisti no dia 26/03/2016 no shopping Nova América.


  • Lançamento: 24 de março de 2016.
  • Duração: 2h33min. 
  • Dirigido por: Zack Snyder.
  • Com: Ben Affleck, Henry Cavill, Jesse Eisenberg e mais.
  • Gênero: Ação, fantasia.
  • Nacionalidade: EUA.
O confronto entre Superman (Henry Cavill) e Zod (Michael Shannon) em Metrópolis fez com que a população mundial se dividisse acerca da existência de extra-terrestres na Terra. Enquanto muitos consideram o Superman como um novo deus, há aqueles que consideram extremamente perigoso que haja um ser tão poderoso sem qualquer tipo de controle. Bruce Wayne (Ben Affleck) é um dos que acreditam nesta segunda hipótese. Sob o manto de um Batman violento e obcecado, ele investiga o laboratório de Lex Luthor (Jesse Eisenberg), que descobriu uma pedra verde que consegue eliminar e enfraquecer os filhos de Krypton.


O filme basicamente consiste em três atos pra lá de conhecidos:

1. O questionamento do Superman pelo Governo Americano.
2. A luta entre Batman e Superman.
3. A luta final com Apocalipse.

Confesso que no início demorei um pouco para entender o que estava acontecendo. A trama se inicia reproduzindo a morte dos pais de Bruce, o impacto que isto causou na vida dele e a consequente descoberta do que depois de alguns anos se tornaria a batcaverna.

A história avança no tempo e encontramos Bruce, já grisalho, em Metrópolis - palco da batalha épica entre Superman e Zod em 'O Homem de Aço'.  

Achei muito interessante a visão humana da luta entre os superpoderosos. Era algo que eu sempre imaginava enquanto assistia desenhos e filmes. Prédios destruídos, carros, bairros... E no final todos aplaudindo (?) Não fazia muito sentido na minha cabeça! Rs.


Fiquei totalmente incomodada com a crítica da população em relação ao Superman e percebi, ainda que não fosse a intenção do diretor, uma grande semelhança com os dias de hoje... Mas não estamos aqui pra falar de política, né?! Rs.

Li algumas críticas em que as pessoas disseram que acharam desnecessário colocarem mais dois problemas (além da briga com o Zod) para que as atitudes do Superman fossem questionadas pelo Governo, entretanto não partilho da mesma opinião.

No meu ponto de vista essas duas situações serviram para aflorar ainda mais as emoções. Eu me envolvi muito e vesti a camisa do Superman - apesar de tê-lo achado frio demais em todas as situações que não envolviam a Lois.


Achei o Batman bem consistente, coerente e determinado. Suas frustrações e raivas foram muito bem representadas pelo Ben Affleck. 

Apesar de ficar levemente irritada com a cegueira o dominou por um tempo, é impossível não reconhecer a figura que ele representa entre os super-heróis, mesmo sendo humano.


Por incrível que pareça eu não havia assistido nenhum trailer, então a motivação da briga era um "mistério" para mim propositalmente. Optei por não criar expectativas e ignorar notícias relacionadas a algum tipo revelação sobre o filme.

Deixando claro que não acompanho as HQ's e nem nada do tipo, apenas assisto os filmes quando são lançados, então conheço muito superficialmente a história de ambos. 

Enfim, o que quero dizer com todas essas voltas que acabei dando é que a justificativa da briga foi extremamente clara: Batman julgava que o Superman era muito poderoso para ficar livre por aí e condenava o fato dele ter lutado no meio de uma cidade matando milhares de pessoas inocentes, enquanto Superman não concordava com o vigilantismo praticado pelo Batman.


Não entendi o que queriam passar com o Lex Luthor Júnior. Não o achei assustador, mas sim bem perturbado. Em nenhum momento ele me amedrontou como grande vilão, porém não sei se isso é algo ruim.


Analisando bem friamente o combate direto entre os dois, o motivo que fez com que eles se entendessem foi bastante fraco, de fato. Soou até ligeiramente forçado. Porém na hora não percebi isso pois - como já disse - estava bastante envolvida na trama.

Entretanto houve muita ação e muita emoção. Foi, sem exageros, de acelerar o coração. Espetacular!


Mas nada supera a luta contra o Apocalypse. Eletrizante define. Quando pensei que estava tudo resolvido Lex deu sua cartada final.


A aparição da Mulher Maravilha foi breve, achei que ela seria mais participativa no filme, porém foi acionada no melhor momento possível e fez com que todos no cinema se empolgassem... Inclusive eu!


Li outras resenhas e críticas que falavam sobre a superficial aparição de alguns integrantes da Liga da Justiça.

Bom... Foi tão superficial que eu mesma não notei de cara.


Resumindo: Achei ótimo e não tenho muito do que reclamar, inclusive não entendi tantas críticas negativas. Valeu muito a pena ter ido assisti-lo e eu recomendo a todos vocês.

Sai do cinema com a sensação de "quero mais" e, apesar de ter ficado um pouco confusa em algumas cenas, tudo foi se explicando no decorrer do filme de forma sutil e consegui me situar.

Espero que tenham gostado do post! Se já viram o filme me contem aqui embaixo o que acharam e, caso não tenham assistido, me contem quais são as suas expectativas.

Até a próxima! <3

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Efeito Borboleta

quarta-feira, fevereiro 10, 2016 52
Oi pessoal, tudo bem? Espero que sim!

Hoje trago a resenha de um dos meus filmes preferidos pra vocês. Vamos conferir?!


  • Lançamento: 23 de julho de 2004. (1h53min). 
  • Dirigido por: Eric Bress, J. Mackye Gruber.
  • Com: Ashton Kutcher, Amy Smart, Elden Henson e mais.
  • Gênero: Drama , Fantasia.
  • Nacionalidade: EUA.
Evan (Ashton Kutcher) é um jovem que luta para esquecer fatos de sua infância. Para tanto ele decide realizar uma regressão onde volta também fisicamente ao seu corpo de criança, tendo condições de alterar seu próprio passado. Porém ao tentar consertar seus antigos problemas ele termina por criar novos, já que toda mudança que realiza gera consequências em seu futuro.


O filme retrata a vida complicada de Evan desde a infância. Ele mora com a mãe e, apesar de nunca ter o conhecido, sente muita falta do pai que está internado por possuir distúrbios mentais graves.

A princípio Evan aparenta ser uma criança comum, mas de repente começa a sofrer o que chama de "apagões", que são perdas de memórias recentes acompanhadas de desmaios.

Preocupada, sua mãe o leva ao hospital para ser atendido pelo mesmo médico de seu pai e o doutor indica que ele comece a escrever diários para que os acontecimentos do dia-a-dia não passem tão desapercebidos.

Evan tem três melhores amigos com os quais passa a maior parte do tempo: Kayleigh, Lenny e Tommy. Conforme vão crescendo, como a maioria dos adolescentes, começam a fazer coisas erradas... Até que uma delas passa dos limites e sua mãe resolve mudar de cidade e o leva junto.


Passam-se sete anos. Evan está na faculdade cursando psicologia e, coincidentemente ou não, comemora sete anos sem apagões. É um aluno exemplar, tem uma ótima relação com a mãe e com seus colegas de república. 

Numa dessas festas universitárias conhece uma garota e a leva para seu quarto. Enquanto ele pega uma cerveja ela encontra uma caixa debaixo da cama com todos os diários antigos e pede para que ele leia... E é aí que tudo começa a acontecer.


Evan percebe que através da leitura dos diários consegue "voltar no tempo" e decide tentar consertar as besteiras que fizera durante a adolescência, sem levar em consideração que qualquer mudança feita no passado pode influenciar o futuro.

Cada vez que ele muda a ordem natural das coisas, algo piora. E cada vez que piora, ele tenta arrumar novamente. É um ciclo vicioso que ele não consegue interromper, pois seu objetivo principal se torna salvar sua melhor amiga e amor de infância, Kayleigh.


O filme é, literalmente, uma viagem. Ele explora todas as possibilidades e faz com que o telespectador se envolva com o protagonista de uma maneira absurda. Tem uma ótima dinâmica e é de fácil entendimento, porém requer atenção já que cada detalhe é importante.

Amo a mensagem que ele passa de "ação e reação". Sei que é algo óbvio e clichê, mas exemplificado dessa forma faz com que reflitamos e, na maioria dos casos, cheguemos à conclusão de que se algo aconteceu dessa forma é porque era pra acontecer... Que devemos deixar o passado no passado e nos preocupar com o nosso futuro.


Quanto ao final... Há três! Demorei anos pra descobrir, mas assistir aos dois finais restantes fez com que o filme se tornasse um dos meus favoritos. 

Há o final oficial, o final feliz e o final do diretor (que foi censurado)... O meu preferido é, obviamente, o do diretor. Caso vocês assistam o filme, aconselho a assistirem com o final oficial e depois procurarem no YouTube os finais alternativos. Só não os colocarei aqui porque sei que há pessoas que só assistirão ao final e assim não tem graça, né?! Rs.


Sei que é um filme antigo. Escrevendo sobre me dei conta de que já se passaram 12 anos e eu farei 20, ou seja, o assisti com 8 anos de idade e de cara me apaixonei. Hoje, quando o assisto novamente, me apaixono cada vez mais por sua complexa simplicidade. 

Não gosto de assistir filmes com mais de quarto anos, quem dirá um que seja três vezes mais velho, mas esse vale a pena. Creio que passarão mais duas décadas e continuarei o recomendando.

JÁ ADIANTO QUE AS CONTINUAÇÕES (EFEITO BORBOLETA 2 E EFEITO BORBOLETA 3) SÃO UMA MERDA, NÃO SE BASEIEM NELAS.


Hoje, diferentemente dos outros posts e das outras resenhas, quero deixar duas perguntas pra vocês:

  1. Já assistiram o filme? Se sim, o que acharam? Se não, ficaram interessados?
  2. Qual é o filme preferido de vocês?
Até a próxima! <3